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13 fevereiro 2016

A Arte de Educar

Comecei minha vida profissional aos 14 anos, quando me tornei instrutora de ballet clássico. Depois disso, por gosto com a vida acadêmica e amor aos livros me tornei professora de Filosofia no segundo grau e mais tarde professora universitária nas disciplinas de sociologia, criminologia e filosofia. Hoje continuo ligada a vida acadêmica, mas longe das salas de aulas.
Felizmente pude fazer essa opção quando o David nasceu. Hoje sou mãe em tempo integral: mãe é profissão de fortes; somos educadoras, motoristas, artistas, organizadoras de festas e atividades, um pouco enfermeiras e até médicas. A lista é longa.
Confesso que educar um ser humano, é uma das tarefas mais desafiantes que já enfrentei na vida.
Meu filho tem 4 anos, e está determinado a interagir com o mundo da forma como ele imagina. Nem sempre sua imaginação vai de acordo com as normas de ‘civilidade’ e aí começam os desafios.
1. Pedir por favor, agradecer, dizer com licença, aguardar sua vez para falar… são atividades simples que tentamos ensinar em casa. Se ele pede alguma coisa deve pedir por favor, se receber, deve agradecer. Obviamente, esse ‘ensinamento’ já mais enraizado, não pode deixar de ser praticado nunca. Assim, sigo torcendo para que o ‘costume de casa vá a praça’.
2. Ipods, Ipads, sim ele tem. Sei que vai chegar o momento em que não poderei limitar o uso, porque então, a idade não permitirá. Assim, ele sabe: no carro, preste atenção na paisagem, converse, cante, conte histórias, pergunte. Há muito para se ver… Em casa, brinque e quando estiver cansado, use o Ipod (com filmes adequados para sua idade, jogos sem violência embutida…). Ao sair de casa, o Ipod fica.
3. Educar o comportamento individualista não é fácil, mas é necessário. Algumas batalhas foram travadas para evitar o ‘reino’ imaginado pelo nosso filho. Sentar-se a mesa para comer no horário da família; respeitar o espaço do outro, aguardar a vez de falar… diria estamos em bom caminho.
Ainda em processo de aprendizado está o fato de que, se algumas coisas não vão como ele quer, ‘a cara de choro’ surge e algumas vezes o ensaio do choro. A nossa estratégia é sempre a mesma: ‘respire fundo e se organize ou vai perder o privilegio de brincar com… (usamos o favorito do dia, seja Lego, ipad, carros…). Normalmente funciona, porque ele sabe que estamos falando sério. Das vezes que ele ‘nos testou’ quando chegou em casa colocamos ele na cadeira (sentado por 1 minuto) e explicamos que ia perder o privilégio de brincar com (por exemplo) o carrinho favorito do dia. Das primeiras vezes que ‘educamos’ ele chorou, mas nos mantivemos firmes e AGORA ele sabe o que tem a perder e faz a escolha dele. Nem sempre ele escolhe o ‘ensinado’ mas já sabe que suas decisões são carregadas de consequências...
De acordo com Pamela Druckerman, no livro As Crianças Francesas Não Fazem Birra, lido por indicação da mãe do João, Yandra, “Birras não mudam regras. É importante ter isso em mente, Isso não quer dizer que precisamos ser frios. É importante mostrar solidariedade e deixar que as crianças expressem seu descontentamento.” Então vamos lá...
Uma única vez removemos ele do restaurante. Ele queria comer algo que não tinha no cardápio e antes que começasse o ‘protesto’ meu esposo, foi para o carro com ele. Lá ele ficou sentando na cadeira por um minuto e quando voltou veio uma outra pessoa, o bom humor retornou. É preciso muita paciência e persistência, porque enquanto meu esposo foi para o carro eu fiquei sozinha no restaurante, imaginando quanto tempo ia durar até a volta deles. Mas contive a minha vontade de ir ver o que estava acontecendo.
4. Idas a supermercados, lojas… foi um outro aprendizado. Antes de sair de casa explico: vamos fazer as compras da casa e você não vai pedir nada, entendeu? Obviamente ele diz que sim. Aconteceu algumas vezes dele ter dito sim, e ao chegar na loja agiu em beneficio próprio pedindo o que queria. Nesses casos, explico, argumento, e se não funcionar (e as vezes não funciona) deixo que ele proteste e encurto a visita para evitar ‘perturbar’ as pessoas. Em casa, ele vai se sentar na cadeira e ouvir as explicações já ditas antes. Sim, sim, sim  é exaustivo para mim e para ele. Mas educar é um projeto de longa duração.
O fruto dessa atividade de dizer não, é que o David, já vai no Shopping e no Supermercado e volta sem pedir nada. Fácil não foi, mas hoje vejo que valeu o nosso esforço.
Para diminuir as expectativas dele: eu aviso onde vamos, o que vamos fazer e comprar e algumas vezes digo que ele pode escolher alguma coisa no valor X e outras vezes digo que ele não vai comprar nada. Consistência é a chave do sucesso.
5. Já percebi que David, tem uma personalidade decidida. E quando ‘coloca sua mente’ em alguma coisa, se determina a fazer acontecer. Eu tento usar isso a favor dele. 
Ele está na natação e vai com muito gosto. Não preciso chamar duas vezes para as aulas. Depois das aulas fica um tempo na piscina. Utiliza bem a energia e fortalece os músculos. Uma mãe conhece bem o filho e percebe o que ele gosta de fazer. Talvez nadar não seja o esporte adequado para seu filho(a), então pense em outra atividade esportiva.
Outra atividade que o David tem apreciado são as aulas de piano. Ele gosta de música. E eu gosto da ‘estrutura das aulas’, penso que auxilia na organização das ideias, na expansão da mente.
Sempre trato os professores do David com muito respeito e até referência. Penso que uma boa lição para ele, é ver que eu os trato bem e que essas pessoas são importantes para nós. Quando oportunidades se apresentam, digo ao David para comprarmos ‘lembranças’, ‘presentes’ para os professores. Digo que é uma forma de agradecer todo o trabalho de ensiná-lo. Já percebi, que algumas vezes ele diz que quer levar algo para o professor X, ou Y, partindo dele a atitude de agradecer.
6. Tento ao máximo, trabalhar com artesanato. Confio na arte de ‘montar’, ‘criar’, ‘idealizar’... atividades simples mas que fortalecem a mente e ajudam a preparar a musculatura das mãos ainda em desenvolvimento, para a arte da escrita.
Fácil não é... algumas atividades fracassaram por não despertar interesse. Assim tenho sempre listadas 3, 4 atividades e vou de uma para outra, caso a primeira não funcione.
Para facilitar meu trabalho, nos inscrevemos em um box de atividades, o Kiwi Crate. Kiwi Crate é um serviço de assinatura mensal especializado em oferecer atividades e jogos para as crianças. O site envia pelo correio um kit com um projeto educativo para montar, criar e brincar. Cada mês é uma atividade diferente, uma aventura diferente. No Brasil tem um serviço semelhante, Box Joanninha e quem gosta de educar pela arte, vale a pena pesquisar.

7. Por fim, ‘a arte de elogiar’, decidimos elogiar a área do comportamento. Se David se comporta bem, elogiamos.

Ele está no Kumon, e recebeu uma medalha por estar avançado em matemática e em leitura. Ficamos felizes! Muito felizes!!! Mas não alongamos a conversa com intensos elogios.

Mas quando percebemos que ele por exemplo: compartilha um brinquedo com outra criança; é gentil com alguém; aguarda sua vez para receber alguma coisa; sai da piscina quando chamo, sem demorar... aí sim elogiamos entusiasticamente. E porque? Porque uma pessoa que sabe viver em comunidade, que não ‘se demora’ nas frustrações da vida; que tem bom humor; que sabe ser responsável por suas escolhas... essa pessoa vai conquistar sucesso acadêmico, profissional e material.

Não, não temos um filho comportado, como disse antes, ele é um menino decidido e sabe o que quer (e quer logo!). Mas podemos frequentar qualquer ambiente sem que o David interfira na paz do lugar. Ele aprendeu que um não é um não. Ele pode até negociar, como as vezes faz: “me deixa ficar mais 10 minutos na piscina?” as vezes digo sim, as vezes digo “fique 5 minutos...” e explico o motivo.

Trato-o com respeito, mas impondo os limites necessários, porque afinal ele tem 4 anos e terá muito tempo para decidir, sem a nossa interferência... para que avançar o tempo?

Obviamente há crianças meigas, há crianças determinadas, há crianças rebeldes, há crianças ‘adultas’... e ninguém melhor do que aquele ou aquela que cuida para saber como determinar o que funciona e o que não funciona. Uma coisa eu tenho percebido, cuidar é atividade cansativa, educar é atividade constante. Amar é impor limites pelo bem da criança e o bem daqueles que convivem com ela.

02 janeiro 2016

Sonhar


Quando você perde um sonho, a melhor coisa a fazer é encontrar um novo sonho! Essa atitude vai mantê-lo vivo. E as vezes o plano B termina por ser o melhor plano.
Nossas ambições e nossos sonhos nos dão a visão de um futuro bonito; um futuro  de realizações. E nos ajudam a sobreviver a tempos difíceis.
Todavia nossos sonhos e ambições também podem nos “pregar peças”. Podem nos cegar para alcançar sucesso sem respeitar os limites da humanidade. Podem nos levar a perigosas obsessões, ou mesmo nos levar a um hedonismo vazio.
Não importa o que você recebe desse impulso neurológico, lembre-se de que os sonhos podem mudar e mesmo que você não escale a montanha sonhada, há um chance de que você possa movê-la. Nas palavras de um velho poema inglês, “você nem sempre vai conseguir o que quer, mas se você continuar tentando pode vir a conseguir o que precisa”

15 dezembro 2015

Gratidão



Pense em toda beleza que ainda existe ao seu redor e seja feliz ~ Anne Frank

Cotidianamente tiro alguns minutos do meu dia e agradeço. Essa prática me faz feliz e consciente de que há bem no mundo e que é possível respirar a beleza do dia.
E porque agradecer é importante?
Porque lembra das coisas positivas em sua vida.
Me faz feliz lembrar dos bons momentos com as pessoas, mesmo que sejam pessoas desconhecidas com breves passagens…  pessoas no supermercado, no banco, no transito, na fila, no Facebook…

Porque transforma as coisas.
Se estou tendo um dia ruim… me lembro, e não é difícil,  de que há pessoas com desafios maiores que o meu.

Porque nos lembra do que é realmente importante.
É difícil, continuar reclamando quando estou agradecendo a saúde do meu filho e esposo e a boa convivência com eles.

Porque nos lembra de ser agradecida a outras pessoas.
Sei por experiência que dizer um “obrigada” faz diferença. É verdade que custa um pouco porque as vezes o tempo é tão corrido, mas fazer alguém feliz, sempre me faz feliz.

Diariamente agradeço, pelas pessoas que amo, pelos stranhos que são gentis comigo, pelo meu anjo da guarda. Não sou grata como queria, mas estou sempre aprendendo… e tenho como meta superar meus desafios. Um deles, é me tornar um ser humano melhor.

14 dezembro 2015

Casamento no Parque

“O Amor é paciente, é benigno; não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece (…) não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha” (I Coríntios 13:4-8).
Boa profissão e emprego, apartamento e carro quitado, saúde, amigos, colegas… basicamente uma vida tranquila. O que mais poderia faltar? Foi a pergunta que me fiz na noite do dia 25 de dezembro de 2005. E a resposta veio de pronto, ‘construir uma família’. Na dúvida, escrevi no meu diário: “Amado Deus, se for da Tua vontade, me mande um filho Teu que tenha fé, emprego, que queira casar e ser pai e fico feliz se ele amar Nossa Senhora e São José”Resumindo, estava pedindo um milagre.
Cresci em uma família de pais amorosos e 4 irmãs. Na nossa mesa tinha sempre alguém diferente, primos, primas, tios, amigos de parentes… nunca estávamos sozinhos, meus pais abriam as portas para acolher todos aqueles que queriam ou precisavam de apoio. Aprendi muito cedo o significado da palavra compartilhar. Anos depois, quando meus pais faleceram, uma das coisas que me trazia a lembrança deles, era o sentar-se a mesa, onde cada um era amado e aceito, mesmo os mais diferentes da nossa forma de viver.
O milagre começou acontecer… Em 2006, fui Centro Universitário Estácio do Ceará, onde trabalhava, para a Universidade do Texas em Austin, onde trabalhei como professora pesquisadora por um ano, concluindo a tese de doutorado.
No aeroporto de São Paulo, tive uma sensação de paz que se selou em minha memória e aproveitei para fazer mais algumas anotações no meu diário.
Nos Estados Unidos reencontrei David em 30 de junho de 2006; éramos amigos, e nos conhecíamos há 2 anos, através de e-mails. Nenhum de nós tinha a intenção de namoro, todavia quanto mais conversávamos mais víamos similaridades de ideal de vida. O milagre acontecendo.
Começamos a namorar e eu decidida que sou, pensei: “vou casar com ele”; claro que ele não sabia disso. O que não me impediu de pedir a Deus. O impossível é especialidade de Deus, digo impossível porque éramos solteirões convictos e felizes. Conversava e pedia diariamente a Deus, porque Ele sabe o que queremos, mas quer ouvir de nós. Então eu dizia todos os dias: “quero casar com o David, ele atende com perfeição os cinco pontos em um esposo que pedi ao Senhor no diário”.
Deus sempre dá com generosidade. Dia 25 de agosto de 2006, David colocou o joelho no chão, como um bom romântico que é, me pediu em casamento e me deu a aliança de noivado. Fiquei tão surpresa que no meu espanto e alegria, a aliança foi parar no chão, rolando sabe-se lá para onde. O suave barulho da aliança caindo nos fez rir e quebrou a minha inatividade.
Casamos dia 14 de dezembro de 2006. Foi um casamento surpresa! David me convidou para visitar um parque. Lá ele fez a proposta de casarmos. Joelho no chão, licença de casamento na mão e Juiz de paz e pastor esperando, casamos. Estava com roupas simples, mas nada parecia mais apropriado e casamos em um parque lindo e tranquilo. O céu estava tão azul que eu podia sentir a luz de Deus abençoando nossa união e o farfalhar dos santos anjos confirmando o milagre.
Uma curiosidade! sem saber, sem planejar: tinha algo usado, algo novo, algo emprestado e algo azul, como pede a tradição (something old, something new, something borrowed, something blue). Usado: Estava com minhas botas de inverno, Novo: o colar de perolas, presente do David, Emprestado: Eu e David estávamos com os terços trocados, eu com o dele e ele com o meu. Azul: minha blusa.
Diz a tradição que esses itens, usado, novo, emprestado e azul, respresentam votos de felicidade para a noiva, caso os tenha, no dia do casamento! O emprestado, simboliza a continuidade, o novo significa otimismo e esperança na nova vida, o usado, é a lembrança de que a noiva continua próxima da família e dos amigos, e o azul está ligado ao casamento por séculos. Na Roma antiga, as noivas usavam azul, simbolizando, amor, modéstia, e fidelidade. O Cristianismo veste a Virgem Maria em azul, assim pureza é associada com a cor. Como se diz por aqui: “Marry in blue, lover be true”.
Lembram da mesa de meus pais? A tradição continua. Eu, David e David (4 anos), sempre sentamos na nossa imensa mesa e nos alegramos em receber as pessoas. Assim como era no tempo dos meus pais. Tradição que permanece viva em mim! Herança de família e memória viva.
Depois de alguns meses, no Brasil, casamos na Igreja Católica, com a família e os amigos por testemunhas do nosso amor. E Hoje completamos 9 anos de casados!

30 outubro 2015

Celebrar ou não o Halloween?

O Halloween é uma festa comum nos Estados Unidos e na Europa. Celebrada no dia 31 de Outubro, a comemoração veio dos antigos povos Celtas. Eles realizavam a colheita nessa época do ano. Nesse mesmo período, o inverno se iniciava, ficando o tempo mais escuro, sendo assim, associado com a morte e com a lembrança dos mortos.
Os Celtas acreditavam que na noite do dia 31 de outubro, quando eles terminavam a colheita com uma festa, o Samhain (pronunciado sow-in), os espíritos dos mortos vinham a terra assustar as pessoas, fazer travessuras. Para passar essa noite sem terror e terminar a colheita, os Celtas faziam fogueiras, dançavam, comiam, bebiam e se fantasiavam celebrando e “assustando os espíritos”. Nesse dia, especialmente, havia muita comida a disposição de todos, vivos e mortos.
Com o passar do tempo, os Celtas aderiram ao Cristianismo e foram transformando esse ritual em uma festa religiosa, aprovados por S. Leão Magno e S. Gregório Magno. Ao invés de celebrar os espíritos e forças ocultas por medo, os Celtas passaram a celebrar os santos mortos, daí veio o “All Hallow’s Eve” [Vigília de Todos os Santos]. Mais tarde abreviada para Halloween.
O Halloween é parte da cultura de muitos países e não há como fugir disso. Tenho um filho de 4 anos que gosta do evento do Halloween, então procuro fazer do que pode ser um mal, um bem. Conversamos sobre o Halloween, lemos os livros infantis sobre a festa [leio antes para saber o que aprovo] e escolhemos as fantasias.
As fantasias, prestam homenagens a membros da família. Assim ele já foi fantasiado de Vaqueiro [homenagem ao Nordeste brasileiro, e a membros da minha família], já foi de Advogado, de médico [nesse mesmo ano vestiu uma fantasia de esqueleto, que trabalhamos como parte da Medicina/disciplina de anatomia]. Esse ano ele vai de médico veterinário. 

Nos Estados Unidos, o trick-or-treating, (doces ou travessuras) veio da Inglaterra, quando durante o festival do Halloween, as pessoas mais pobres, pediam as famílias mais ricas, o “pão das almas”. Em retorno elas prometiam rezar pelas almas mortas da família que deu o pão. Aos poucos, com a melhoria de vida das pessoas, a tradição foi substituída pelas crianças visitando a vizinhança e pedindo doces.

Amanhã vamos para o ‘Trick or Treat” e sim rezaremos pelas almas mortas das famílias que nos receberam em suas portas com doces e biscoitos.

Lembremos de que: “Contos de fada não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fada dizem às crianças que dragões podem ser mortos.” (Gilbert Chesterton)
É o que digo para o David, você vai ver nas ruas, no dia do Halloween, dragões, bruxas, magos, vampiros e tantos outros personagens [que ele sabe que existe, nos livros, na imaginação e até na realidade]. E continuo: muitos estão lá para nos lembrar que Aquele a quem amamos é maior que todos eles. E termino repetindo as palavras de São Miguel Arcanjo: ‘Quem como Deus? E eis a bela resposta: ‘Ninguém!!!’.

Happy Halloween!!!

31 agosto 2015

O Mundo do Mangá ~ Jhenne Nunes

O termo mangá, significa em japonês, história em quadrinhos. Para quem pensa que é algo novo, se engana… o mangá surgiu no período Nara (século VIII d.C.) com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os Emakimonos. As histórias eram criadas nestes rolos com pinturas e textos. A medida que o leitor ia desenrolando o texto, as fotos acompanhavam a narrativa. 
Mais tarde, o mangá em busca de diversificar o público, adquiriu nova forma. Essa forma surgiu no início do século XX, sob influência das revistas comerciais ocidentais. Quem deu vida ao mangá moderno foi o grande mangaka Osamu Tezuka. Ele revolucionou a forma de expressão dos desenhos, se inspirando em artistas como Walt Disney e Max Fleischer.
No mangá moderno, os olhos, a boca, as sobrancelhas e o nariz são desenhados de maneira bem exagerada aumentando assim, a expressividade dos personagens. Osamu Tezuka introduziu os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade, as chamadas onomatopéias. 
As Onomatopéia, são as imitações do som com uma palavra. São expressões de ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas… 

Ainda no mangá moderno, as histórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos. Para saber o final de uma história, faz-se necessário comprar muitos mangás, o que se torna divertido, aguardar para ler a próxima edição, despertando interesse e criando suspense. É assim que nascem as coleções de mangá.
Como livros e filmes, os mangás são divididos em vários gêneros, e cada um recebe um título em japonês.
Shounen: Significa garoto. Gênero de mangá dirigidos para o público masculino. Exemplos: Dragon Ball, Naruto e One Peace.
Shoujo: Significa garota. Gênero de mangás dirigidos para o público feminino. Exemplos: Sakura Card Captor, Lovely Complex e Onegai Teacher.
Dentre os exemplos acima, existem uma infinita variedade de temas, como Mecha que são histórias com robôs, Lovecome é comédia romântica, Hentai com conteúdo erótico, Yaoi que é história voltada ao público homosexual e vários outros.
Uma das características do mangá, além dos desenhos lindos e com olhos gigantes é o fato de se ler de trás para frente. Os quadrinhos são lidos de cima para baixo e da direita para a esquerda. No começo é bem diferente, mas antes do final da primeira história, você sedimenta o costume.

O mangá deu origem aos animes, desenhos animados japoneses. A palavra anime para os japoneses, é todo desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional, embora, para os ocidentais, anime é todo o desenho que venha do Japão. Muitos dos animes que passam na TV tem sua versão em mangá. Você já assistiu algum anime? Talvez sim, embora  não tenha percebido as características nipônicas.
Então vamos tirar a dúvida. Em janeiro de 1963, foi lançado o anime, Astro Boy, baseado no mangá de Osamu Tezuka.  Astro Boy acabou se tornando o propulsor da maior indústria de animação do mundo, conquistando também o público dos Estados Unidos.  Provavelmente, alguém deve se lembrar do Astro Boy.
Astro Boy, era um robô criado pelo chefe do Ministério da Ciência, Dr. Tenma, para substituir seu filho Toby, que havia falecido em um acidente automobilístico. Percebendo que Astro, não preenchia o vazio da perda do filho, Dr. Tenma, o vende para Hammeg, dono de Circo. Tempos depois, Professor Ochanomizu, o novo chefe do Ministério da Ciência, viu uma apresentação de Astro Boy no circo e convenceu Hammeg a entregar-lhe Astro. Aos cuidados de Ochanomizu, Astro Boy, começa a combater crimes, o mal e a injustiça.
Os  Animes são divertidos. Em muitas produções podem-se conferir caracterizações exageradas de sentimentos, como: 
Gota de água que aparece do lado do rosto do personagem representando constrangimento; Diminuição do personagem representando vergonha, medo; Dentes ou chifres aparecendo repentinamente nos personagens, representando maldade.

A voz, também é um elemento importante num personagem. Elas são selecionadas de acordo com a personalidade de cada um. Vozes poderosas, infantis, estridentes, harmoniosas ou cavernosas fazem parte do universo de qualquer anime, e os dubladores ou seiyu são alvos da admiração de muitos fãs.
Normalmente, quando um mangá alcança sucesso de vendas no Japão, ele é transformado em anime e se este desenho obtiver êxito, é distribuído para outros países. Desse sucesso pode nascer jogos, videogames, bonecos e outra gama de produtos. Sem contar a produção dos fabulosos cosplays de seus personagens favoritos. 
Cosplay é uma abreviação para costume play (costume = roupa/ traje/ fantasia e play = atuar). Ou seja, o cosplayer se caracteriza como o personagem de algum anime, livro, mangá, jogo ou filme que goste, ou simplesmente queira homenagear.
Em alguns eventos podemos até mesmo competir com outros cosplayers, embora a grande diversão, nesse caso, seja a exposição e o contato social gerado dentro de um ambiente de pessoas que apreciam as mesmas coisas. Para o cosplayer, fazer um cosplay, não é simplesmente vestir-se como um personagem, mas sim, encarná-lo, viver como ele, pensar como ele, odiar e gostar das mesmas coisas que ele.
Ser cosplay não é fácil. Para compôr o personagem, montamos o traje, produzimos os acessórios, nos especializamos em maquiagem, compramos lentes de contato que simulam o tamanho dos olhos do anime e quando necessário usamos perucas estilizadas. A idéia é ficarmos o mais parecidos possível com o personagem.
E se o cosplay for para uma competição, temos que criar um script de apresentação baseado no personagem, nesse caso, são meses de ensaios.  Em muitas apresentações são usados movimentos de lutas, danças e até mesmo truques de mágica. Vale tudo para representar bem o anime escolhido.

Grandes eventos são realizados nos EUA, America do Sul, Europa e Ásia; a cultura cosplay já atinge o mundo todo. O WCS é o concurso anual e MUNDIAL de cosplays, lá ficam reunidos os melhores Cosplayers do mundo. Esse evento é realizado no Japão.
Cosplay é uma arte que eu tive orgulho de fazer parte! E você tem preferência por algum anime?

Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...