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27 abril 2015

Carpe Diem

Por: Cris Pantoja
Seja sábio, beba o seu vinho e para o curto prazo reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós: colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.
Sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. Dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero. 
Horácio, um dos maiores poetas da Roma Antiga (65-8 AC), ficou famoso por seus poemas líricos, reunidos na obra ‘Odes’.
‘Carpe Diem’,  é uma advertência ao amigo Leuconoe, para que este aproveitasse melhor o momento presente e dele retirasse  suas alegrias, se despreocupando com o dia e a hora da morte. A idéia de Horácio atravessou o tempo e tornou-se um alerta. Um alerta para que aproveitemos melhor a vida sem nos preocuparmos tanto. Mais do que um conselho, Carpe Diem é uma filosofia de vida.
Imaginar que a vida presente é reflexo do ontem, e que o amanhã será a colheita do plantio feito hoje, torna a vida mais  lindamente colorida. Isso minimiza a ânsia para a vida que irá se extinguir, e viveremos com a certeza de que estamos aproveitando o dia, e que cada um deles é aprendizado para a alma. Seja no exercitar das virtudes, seja na melhora de nossos  defeitos.
Estaremos realmente aproveitando o dia, quando as dores que ele porventura trouxer se transformarem em entendimento e lição, e as alegrias se converterem em louvores pela bênção da existência. Aproveitar a vida é isso: entendê-la como uma grande escola, pondo em prática sempre, sem reservas, o verbo amar. Não tenho dúvidas de que este é um dos melhores conselhos para evitar que gastemos tempo com coisas inúteis ou com justificativas para o prazer imediato.
A advertência de Horácio é sábia e útil. Talvez mais útil ainda nestes nossos tempos. Colha seu dia, como quem colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde. A vida é isso e não pode ser economizada, acontece sempre no presente e a única coisa que devemos guardar é a saudade das boas e felizes colheitas!
Este é o sentido que deve ser eternizado dentro de nós: Carpe Diem…


27 março 2015

Diane Faria

               
Lembranças da minha infância,
Inconsciência da existência;
Livros, contos e poesias,
Flores no altar da fé,
As árvores e as frutas colhidas do pé,
Risadas no pátio do colégio espantavam o tédio;
Brincadeiras juvenis,
Ensinamentos sutis.
Não pretendo revivê-las,
Percebi que tudo o que se vive é efêmero embora pareça eterno e verdadeiro;
Quero apenas a saudade
do que outrora foi minha realidade.
Trago comigo ondas sucessivas de emoções,
Uma angústia por confissões,
A melancolia da lua que me espia,
O brilho da estrela guia,
A caricia do vento que me fortalece,
                E a infinita alegria do sol que me aquece.

25 março 2015

E 30 anos depois...


Ama e faz o que quiseres; seja que te cales, cala-te por amor; seja que fales, fala por amor; seja que tu corrijas, corrige por amor; seja que tu perdoes, perdoa por amor ~ Santo Agostinho
Cresci em uma família cristã, com raízes fincadas em Canindé, cidade do Ceará, cujo Padroeiro é São Francisco. Ainda criança participei das festas religiosas da cidade: da Romaria, uma das mais antigas do Estado (com mais de 2 milhões de romeiros), da procissão dia 4 de outubro, e dos espetáculos teatrais retratando a vida de São Francisco. Lembro claramente de acordar ouvindo o sino da Basílica anunciando a missa e de passar o dia embalada pelo som do relógio da cidade recordando as horas. Tempos felizes!
A casa de minha família ficava repleta de parentes na época das festas religiosas. Mesa grande, comida farta feita no fogão à lenha, portanto mais saborosa. Minha tia Maria cozinhava com gosto e tinha uma bondade que atraia as pessoas.
Na hora de dormir, as redes se espalhavam pela casa e a conversa suave e descontraída era ouvida como música. Ocasionalmente contávamos com a presença dos não desejados visitantes morcegos. Normalmente eles ficavam mais “felizes” quando as luzes da cidade eram apagadas 22 horas pelo Sr. Jaime (meu futuro sogro). Eu ainda criança imaginava mil histórias com o “bicho papão” e não gostava do escuro, o que fazia do meu futuro sogro um “apagador de luz”, ou seja sem alguém que ao meu entender precisava esquecer essa profissão.
Desse tempo de criança, guardei na memória muita alegria da vida familiar, e foi essa memória que levei para Fortaleza, quando mudei de Canindé para estudar. Aguardava então com ansiedade as férias e as festividades religiosas para voltar a minha terra.
Em uma das férias, conheci o Guedes, meu futuro esposo. Os pais dele mandaram um saco de pipocas para nossa casa e o Guedes foi o portador. Chegou em uma bicicleta muito distinto na sua juventude e eu com 14 anos fiquei impressionada com a sua forma bondosa de tratar.  Nasceu uma paquera, um namoro, ao que minha mãe tratou logo de dar o contra, por receio que eu me descuidasse dos estudos.
Ao final das férias, voltei para a cidade de Fortaleza. Lá recebi uma carta datilografada do Guedes (datilografia era a digitação da época). “Estimada Terezinha, espero te rever, na Festa de São Francisco… Não fui ver sua saída, porque estava com visitas em casa, mas espero notícias suas, pela D. Maria, sua tia”…
Ah as coisas da juventude! Quando voltei à Canindé, Guedes havia ido embora da cidade… Rio de Janeiro, São Paulo, Natal… Ficamos 30 anos sem nos ver!
Guardei sua cartinha em meio a tantas outras. Namorei outra pessoa, ficamos noivos, e na véspera do casamento, uma jovem apareceu em minha casa com duas crianças… nem preciso entrar em detalhe. União desfeita, embora ele dissesse me amar, a exclusão desse fato, abalou minha confiança nele. Sofri, mas também fiquei aliviada de não ter casado antes de saber de tal fato, porque no casamento é bom ter confiança.
Visitando a mãe do Guedes, com minha tia Sinhá, reencontrei o Guedes, depois de 30 anos. Foi como se os anos não tivessem passado, estávamos os dois solteiros e com a responsabilidade de cuidarmos de nossas mães doentes. Retomamos a nossa conversa sem nenhuma dificuldade de comunicação e decidimos continuar o namoro. Digo continuar porque nunca terminamos de fato.
Minha mãe dessa vez aprovou o namoro, mas a mãe do Guedes não. Antes para não atrapalhar nosso futuro, agora para não modificá-lo.
Decidimos casar assim mesmo, conscientes de que nossa maturidade seria suficiente para acolher as tempestades e nossa vida de oração nos daria o animo necessário. Dia 24 de março de 2006 casamos. A mãe do Guedes não compareceu e deixou claro que me desaprovava.
Em 2009, ela adoeceu e a acolhemos na nossa casa, cuidamos, levamos a médicos, demos carinho e ela foi percebendo que eu e Guedes nos amávamos e a amávamos e não tinha porque ficar contra a nossa união.
Hoje somos todos parte da mesma família. Cuidamos uns dos outros, acolhemos a quem nos procura e vivemos com a certeza de que Deus não demora ele capricha.
~ Teresa Barros dos Santos ~

Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...