01 janeiro 2015

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA ~ C.S Lewis


Obra prima de C.S Lewis. Simplesmente indispensável para quem gosta de ler. 

Publicada entre os anos de 1950 e 1956, os sete livros contam a história do mundo Nárnia, um lugar onde a natureza fala e a terra é fértil. 

Nos 7 livros, encontramos os personagens que visitam Nárnia e com eles vamos vivendo grandes de aventuras. 



Por ordem de leitura preferida de C.S Lewis:

O Sobrinho do Mágico

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
O Cavalo e Seu Menino

Príncipe Caspian

A Viagem do Peregrino da Alvorada

A Cadeira de Prata

A Última Batalha

No livro O Sobrinho do Mágico, acompanhamos o garoto Digory com sua amiga Pollynas e as aventuras dentro da mansão do Tio Andrew. Digory encontra Nárnia, ou será melhor dizer que Nárnia o encontra?

No livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, vamos conhecer Pedro, Edmundo, Susana e Lúcia, e a fantástica viagem deles a Nárnia depois de atravessar o guarda-roupa de um cômodo vazio.

No livro O Cavalo e Seu Menino, vamos conhecer a história de Shasta, que mora com seu, nada amável, pai Arsheesh. Quando Shasta encontra Bri, o cavalo falante, eles resolvem fugir para Nárnia, vivendo grandes aventuras.

No livro Príncipe Caspian, temos o retorno dos irmãos Pevensie à Nárnia. O tempo passou: os telmarinos (humanos que vivem em Telmar) invadiram Nárnia, desmatando bosques e assassinando as criaturas narnianas. Príncipe Caspian precisa da ajuda de Pedro, Edmundo, Susana e Lúcia para derrotar o falso rei de Nárnia, Miraz (tio de Caspian).

No livro A viagem do Peregrino da Alvorada, encontramos Edmundo e Lúcia na casa do irritante primo Eustáquio (e quem não tem um primo Eustáquio?). 

Um dia, durante uma conversa, o quadro contendo um barco se torna real e os transporta a Nárnia. No barco, chamado Peregrino da Alvorada, eles encontraram Caspian e Ripchip, um rato que ganhou uma importante batalha em livros anteriores. Edmundo e Lúcia são informados de que o objetivo da viagem do Peregrino da Alvorada é encontrar os sete amigos do pai de Caspian, que haviam sido mandados para os Mares Orientais e as Ilhas Solitárias pelo inimigo de seu pai.

No livro A Cadeira de Prata, um príncipe de Nárnia desaparece e Eustáquio é chamado de volta para ajudar a encontrá-lo. Lúcia e Edmundo agora estão velhos demais para isso, mas Eustáquio tem a ajuda de sua amiga de escola Jill Pole.

Eustáquio encontra Jill chorando com medo da conhecida turma, que aterroriza os alunos do colégio. Para acalma-la, Eustáquio conta a aventura que ele viveu em Nárnia. Jill acredita em Nárnia e durante a fuga para escapar de seus predadores, eles são transportados para Nárnia.

Aslam tem uma missão para Jill. Ela deve encontrar o filho do Rei de Nárnia que está desaparecido. E para isso ela deve prestar atenção aos sinais:

Primeiro: Eustáquio encontrará um amigo. Ele deve cumprimenta-lo e com isso eles terão uma grande ajuda;
Segundo: Eles devem viajar para longe do Norte, até encontrarem a cidade em ruínas dos gigantes;
Terceiro: Encontrarão uma inscrição em uma pedra na cidade, e deverão fazer o que diz a inscrição;
Quarto: Reconhecerão o príncipe que será a primeira pessoa a lhes pedir alguma coisa em nome de Aslam. Ela deve decorar os sinais e repeti-los todos os dias para que não esqueça.


No livro A Última Batalha, Eustáquio e Jill retornam à Nárnia para ajudarem outro príncipe e, até o final, eles reencontram vários amigos.


Sem dúvida alguma uma obra recomendadíssima! Um abrir de portas para a imaginação!!! Quem quiser pode ainda acompanhar os filmes produzidos.

30 dezembro 2014

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS ~ MARKUS ZUSAK



O livro (2005) - que entrou na lista dos meus favoritos - conta a história de Liesel Meminger, a narrativa é feita pela Morte; estranho e ao mesmo tempo acertado uma vez que a história é vivida no tempo da Segunda Guerra Mundial em uma Alemanha nazista.

Liesel, escapa da morte várias vezes e assim ganha a sua afeição. Ela é uma sobrevivente e uma lutadora. A Mãe de Liesel por ser considerada comunista, decide dar os filhos para um casal de alemães sem filhos, assim os protegeria da morte. Infelizmente o menino morre na viagem…

No enterro o coveiro deixa cair um livro e Liesel, mesmo sem saber ler, se apega a única lembrança de um dia triste. O livro (O Manual do Coveiro) lhe dá conforto e lhe devolve a memória de um dia…

Os pais adotivos Rosa e Hans Hubermann, aprendem a amar Liesel, especialmente Hans, um homem de alma nobre, bem humorado e generoso. Hans ensina Liesel a ler, se divertir e apreciar a Vida.

Na escola Liesel tem Rudy como melhor amigo e também parceiro de aventuras. Uma amizade cheia de desafios e afetos.

Outra amiga de Liesel é Ilsa, a esposa do prefeito. Ela permite que Liesel use a biblioteca durante a entrega das roupas que Rosa lavava para a família.

Mais tarde... a família acolhe Max, um judeu. Max e Liesel tem o mesmo amor pelos livros e juntos descobrem o poder das Palavras. Eles sabem que as palavras expressam poder, formato, e criam realidades… memórias.


O FILME…

A Menina que Roubava Livros, foi dirigido por Brian Percival – conhecido pela serie de TV Downtown Abbey (que eu também gosto muito) – e roteirizado por Michael Petroni – O Ritual (2011) e Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010).

Assim como Zusak, o filme de Brian Percival abre com um narrador curioso: a Morte. Esse personagem surge através da voz reconfortante do carismático ator inglês Roger Allam, abalizando o clima “terno melancólico” que vai permear a narrativa.

A protagonista Liesel é vivida por Sophie Nélisse uma boa escolha… os olhos de Sophie falam. O casal alemão Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson) foram perfeitos.

Salvo as tradicionais licenças das adaptações, sempre questionadas e discutidas pelos defensores da fidelidade em relação ao material original, o filme ficou muito bom.

O filme foca nas desventuras de Liesel com seus pais adotivos, seu amigo Rudy (Nico Liersch), e Max (Ben Schnetzer). A esposa do prefeito interpretada por Kirsten Block é muito bem vinda e a cena da biblioteca é maravilhosa.

Para mim as melhores cenas foram protagonizadas por Sophie Nélisse com Geoffrey Rush, a jovem Sophie Nélisse encontra rara química e a troca de olhares entre os dois atribui delicadeza ao filme. As cenas com Ben Schnetzer fazem jus a leitura.

O Natal é tocante, assim como os encontros com Ruby e as discussões, sob a perspectiva juvenil, do lamentável momento histórico que presenciavam. Vale a pena ver o filme… 


29 dezembro 2014

EXTRAORDINÁRIO ~ R.J. PALACIO

Primeiro lugar da lista de best-sellers do The New York Times, eleito um dos melhores títulos de literatura juvenil de 2012 nos Estados Unidos, o premiado livro de estreia da americana R. J. Palácio (foto) traz à luz a luta contra o preconceito ao contar a história de um menino de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial.
O livro é narrado da perspectiva de August e de seus familiares e amigos. A leitura propicia momentos comoventes e descontraídos, Extraordinário consegue cativar o leitor de imediato.
August Pullman não é um garoto de dez anos comum. Fruto de combinações genéticas  pouco usuais, ele nasceu com uma má formação craniana que faz com que cada parte do seu rosto pareça errada: olhos caídos e baixos demais, bochechas encovadas, uma boca estreita, orelhas praticamente inexistentes.
Na escola, August, aos poucos, vai descobrindo que é impossível se misturar na multidão quando, na verdade, você nasceu para ser o centro das atenções. Ele vai descobrir que é possível encontrar amigos verdadeiros e aos poucos vai aprendendo a viver em seu corpo.
Extraordinário é uma história que emociona e que nos mostra, através da inocência das crianças, como pequenas ações podem mudar a vida de alguém: o estender de uma mão, um sorriso, um abraço de aceitação ou um toque conforto. Com quantos Augustus você não tromba todos os dias? Pode ser que ele não tenha o rosto deformado, mas pode estar simplesmente precisando de um ombro amigo. De uma palavra de encorajamento. Pode estar simplesmente precisando de uma chance para mostrar do que é capaz.

Porque, como o próprio August diz, “Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida.”

27 dezembro 2014

Carlos Drummond de Andrade

Casa Arrumada

Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.


Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Arrume a casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela... E reconhecer nela o seu lugar.



Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...