27 fevereiro 2015

TRILOGIA DIVERGENTE ~ Veronica Roth



A história se passa em uma Chicago futurista, tendo uma sociedade dividida em cinco facções: Abnegação (considerados altruístas e justos), Amizade (facção que considerava a agressividade mãe dos males da sociedade moderna), Audácia (corajosos, destemidos e prontos para qualquer tipo de luta), Franqueza (honestos e diretos na forma de falar) e Erudição (cultos... responsáveis pelo desenvolvimento cientifico da sociedade).

“Há décadas nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.”
No primeiro livro, Divergente, vamos conhecer Beatrice Prior e sua família, da facção dos Abnegados. Beatrice está de preparando para o teste de aptidão que os jovens de 16 anos completos são ‘convidados’ a fazer.

Nesse teste, eles executam atividades que os ajudarão a escolher a facção a que pertencem, podendo ficar em sua facção de origem ou seguir para outra.

Durante os testes de Beatrice, a examinadora Tori,  percebe que ela tem aptidão para 3 facções: Abnegação, Audácia e Erudição. Algo incomum e perigoso, porque a sociedade não precisava de Divergentes (nome dado a quem tem os exames inconclusos para a escolha de uma única facção).

Beatrice faz sua escolha! No dia da cerimonia, ela passa a pertencer aos Audaciosos e muda seu nome para Tris. Seu irmão Caleb, vai para a facção dos Eruditos.

Depois da cerimônia o período de iniciação começa. Todos os novos membros são treinados para pertencer a facção escolhida. Somente os que chegam até o final do exaustivo treinamento são convidados a ficar. Os que não passam nos testes são expulsos, os chamados sem-facção, obrigados a viver na pobreza, como mendigos, os considerados pela sociedade, invisíveis.

O primeiro livro flui rapidamente, vamos conhecendo melhor as facções, o significados dos Divergentes, o treinador de Tris, Quatro, sua melhor amiga Christina e os colegas de treino Will, Uriah, Peter, Al, Zeke e Marlene.

No segundo livro Insurgente, Tris e Tobias (Quatro) vão tentar descobrir o que há de errado com a administração das facções.

Não há mais a crença de que o mundo funcione em harmonia e Tris passa por inúmeras dificuldades emocionais e físicas, depois de descobrir que o que acreditava como real é na verdade bem fantasioso e problemático.

As dificuldades com as facções os levam a buscar refúgio na única facção que se manteve a uma considerável distância, a facção da Amizade. De lá os divergentes traçam as estratégias e alianças para libertar o mundo das regras impostas, por quem eles ainda não sabem.

Contaria mais, todavia com risco de me antecipar na história para quem ainda não leu, paro por aqui.

O último livro da trilogia, Convergente, continua a saga de Tris, Tobias e amigos para salvar as facções, ou o que resta delas. A saída é se aventurar fora dos muros das facções e descobrir o que há por trás das cercas.

O que eles não esperam é o que se confirma: há um mundo fora de seu mundo, e somente o conhecimento desde é capaz de dar as respostas ao caos instalado.

E para surpresa deles, há uma outra divisão, fora as 5 facções. A divisão entre os Divergentes e os Geneticamente Puros. 

Um ponto fraco desse livro é que Tobias me pareceu perder parte de sua característica de guerreiro e sendo ele meu personagem favorito, fiquei chateada, com o rumo do personagem.

Para quem gosta de trilogias, vale a pena ler!!!



26 fevereiro 2015

10 sinais de que você AMA os livros

Sim são muitos os sintomas, mas o fato é que para escrever é melhor usar da experiência e ficar com o que comprovado por quem vivência esse afeto.

Se você tem 7 dos 10 sinais você definitivamente AMA os livros e não vive bem sem eles.

Se você tem 5 dos 10 sinais você AMA os livros mas não sofre de dependência, tipo todo mês tem que ler algo novo/ usado/ emprestado…

Se você tem 3 dos 10 sinais você aprecia os livros, mas vive perfeitamente sem eles.

Então vamos a lista!!!

1. Você interage com os personagens do livro? Fala com eles em voz alta? Se chateia quando um personagem morre e até chora?

2. Dia de chuva, dia de sol, nevando, feriado… você sempre tem um livro por perto?

3. Ir na livraria e voltar sem um livro novo é uma tortura?

4. Sempre que você começa um projeto novo, você compra e lê 'milhões de livros' sobre o assunto?

5. Quando as pessoas lhe procuram para uma conversa, um conselho, você tem uma fila de livros na cabeça e se controla para não indicar?

6. Quando você vai de férias, na sua mala tem um lugar garantido para os livros?

7. Televisão é legal, mas os livros são melhores?

8. Quando uma pessoa lê um livro indicado por você, sua fé na humanidade é restaurada?

9. Você ama o cheiro de livro novo e porque não de livro velho também?

10. E quando você vai dormir, tem sempre um livro por perto, para o caso de não ter sono?

Esqueci algum 'sinal'? fique livre de completar minha lista. Até breve, vou terminar de ler um capítulo…

Claudia McClure

23 fevereiro 2015

Manoel de Barros

O menino que carregava água na peneira
Tenho um livro sobre águas e meninos.
 Gostei mais de um menino
 que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
 era o mesmo que roubar um vento e 
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo
 que catar espinhos na água. 
O mesmo que criar peixes no bolso. O menino era ligado em despropósitos.
 Quis montar os alicerces
 de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino 
gostava mais do vazio, do que do cheio.
 Falava que vazios são maiores e até infinitos. Com o tempo aquele menino 
que era cismado e esquisito,
 porque gostava de carregar água na peneira. Com o tempo descobriu que
 escrever seria o mesmo
 que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
 que era capaz de ser noviça, 
monge ou mendigo ao mesmo tempo. O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
 E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
 O menino fazia prodígios.
 Até fez uma pedra dar flor. A mãe reparava o menino com ternura. 
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
 Você vai carregar água na peneira a vida toda.Você vai encher os vazios
 com as suas peraltagens,
 e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

Adélia Prado

A experiência amorosa exige sacrifício. Não se ama para ser recompensado. O amor é sua própria recompensa. Não resisto em citar Drummond falando da poesia coisa parecida: “Poesia, o perfume que exalas é tua justificação”. 


Não há amor fácil, mas todo amor é maravilha, saúde, “remédio contra a loucura”, coisa que Guimarães Rosa ensinou. É a experiência humana mais exigente; não é contrato, troca de favores, investimento, é entrega e compromisso. Do “sacrifício”de amar nasce a mais perfeita alegria. Ninguém faz cara feia quando se sacrifica por amor. Não se trata de anulação, subserviência de quem ama, trata-se da morte do ego, tarefa a ser feita até o último suspiro.


Sobre Adélia Prado:

Escritora e poeta mineira de Divinópolis. Sua obra recria com uma linguagem despojada e direta, frequentemente lírica, o cotidiano das coisas simples. No início dos anos 70, publica seus primeiros poemas em jornais de sua cidade e de Belo Horizonte. Em 1971 divide com Lázaro Barreto a autoria do livro A Lapinha de Jesus. Sua estréia individual acontece em 1976, com Bagagem, livro que chama a atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. 
"Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis."

Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...