18 agosto 2015

O ADVOGADO ~ John Grisham

Michael Brock é advogado e trabalha há 7 anos para a Drake & Sweeney a terceira empresa mais rica e famosa na área do Direito, em Washington, DC. Em dois anos ele vai se tornar um dos sócios da firma. Ele ganha bem e vai ganhar melhor ainda em dois anos. Claire Addison é sua esposa, mas os dois não se entendem. Não há brigas ou conversas, simplesmente não convivem mais.

Em um dia de trabalho, Mike e outros colegas são feitos refém por um morador de rua. Com a arma apontada para eles, DeVon Hardy pergunta quanto eles ganham? Como eles ajudam as pessoas que precisam? O que eles pensam dos sem teto.

Os advogados são resgatados e DeVon Hardy é morto. Mike fica pensando o que levou DeVon Hardy a procurar a firma… Mais tarde ele vai saber que Hardy e um grupo de sem tetos foram despejados, de forma ilegal, e a firma responsável é a Drake & Sweeney.

Mike lê no jornal o comentário de Mordecai Green, um advogado que conhecia DeVon Hardy. Ele vai procurar Green que trabalha em uma Clinica de Advogacia para Moradores de Rua. Com Green ele conversa horas sobre a realidade dos Moradores de rua.

Aos poucos Mike vai perdendo o desejo de trabalhar para a Drake & Sweeney e quando Green oferece um cargo na Clínica, ganhando menos da metade do salário atual, Mike aceita. Com isso, Claire que já não estava interessada no casamento entra com o divorcio, pede a Mike para sair de casa e da boa conta bancária que eles tinham, Mike com 5 mil dólares.

Pobre, jovem e com um ideal de vida, Mike se sente vivo!!! Ele vai se encontrar emocionalmente na rua. O livro é muito bem escrito, vale cada página… vale cada reflexão sobre a vida dos moradores de rua.

Outras resenhas de John Grisham, por ordem de publicação do autor:
1. Tempo de Matar
2. A Firma
7. O Júri





12 agosto 2015

O SÓCIO ~ John Grisham

Patrick Lanigan é um advogado inteligente, com um futuro promissor. Sócio de uma firma de advocacia com bons contatos políticos. Ele é Casado com uma bela mulher, pai de uma menina de 2 anos.

Todavia, Patrick forja a sua morte e foge com 90 milhões de dólares roubados de seus sócios e de um cliente.

Depois de 4 anos fugindo, Patrick é capturado em Ponta Porã, uma cidade do Estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil, cuja divisa com o Paraguai é apenas o canteiro central da Avenida Internacional, na cidade de Juan Cabalero. O grupo que o captura usa tortura para fazê-lo falar onde está o dinheiro. Obviamente Patrick tem um plano com sua advogada Eva Miranda, uma advogada brasileira, responsável por aplicar o dinheiro em vários bancos.

De volta aos Estados Unidos, Patrick é processado por assassinato (o homem encontrado em seu carro), por roubo (os 90 milhões), pelo seguro de vida (2 milhões)  e pela firma (danos morais 30 milhões).  Seu advogado Sandy, amigo de universidade, é responsável pela sua defesa.

A história é interessante e prende da primeira página até a última. O final é de tirar o folego...



10 agosto 2015

Evolução no Tempo ~ Francisco Ribeiro de Moura

Uma história de vida. Uma narrativa da luta de quem acreditou em um sonho, em um projeto de vida. Vale a leitura; vale a reflexão que fazemos ao folhear as páginas desse livro.

Através de sua vida no sertão, vamos conhecendo o narrador, reconhecendo a sua vitória e percebendo a saga enfrentada para chegar até o topo de seus sonhos.

Nos detalhes narrados, acompanhamos a garra de um menino de 13 anos que do interior para a cidade, enfrentou vários ofícios para ajudar no sustento da família. Desde sempre, seu bem maior. Memórias de assustar os corações desabituados a um cotidiano de luta.

Seja no trabalho como pintor de quadros negros nas escolas, de jardineiro, pedreiro, estudante, vendedor de jornal, vendedor de livros,  Francisco permaneceu focado na ideia de que ‘a educação transforma o homem’  e  aos poucos foi elaborando seu projeto de se tornar um professor e mais tarde proprietário de casas de educar,  as escolas.

Tudo o que ele sonhou, foi conquistado e hoje permanece o legado de que tudo é possível com trabalho, fé e determinação.

Fica o legado de menino simples, que se tornou empresário em um caminho traçado de boas histórias, ao lado dos irmãos e mais tarde da esposa e dos filhos.  Vida longa a suas histórias Francisco e a novos sonhos.

P.S. Fotos tiradas durante minhas férias em Washington, DC. O livro foi meu companheiro de leitura.

07 agosto 2015

O que é a Caixa Carpe Diem?

Estou na segunda Caixa Carpe Diem, A caixa de número 9 passei para minha amiga Adriana Biasoli e agora estou com a Caixa de número 50.

Mais do que aprovado pelo conteúdo, o que me fascina nesse projeto é a ‘conversa lenta’ e prazerosa com a poesia. Idealizado por Douglas Jefferson, 22 anos, ele mesmo um poeta, as caixas de poesia fazem muito bem a alma, por isso deixo aqui a entrevista que fiz com Douglas, que tão bem explica o passo a passo para a criação das caixas.

1. De onde surgiu a ideia do Projeto Carpe Diem?

Em 2014 eu tive o desejo de presentear uma pessoa com poemas depositados em uma caixa, onde ela deveria retirar um por dia até acabar. Penso que este foi o movimento embrionário do projeto.

O projeto surgiu na madrugada do dia primeiro de janeiro de 2015, nas primeiras horas do ano, em uma conversa com a amiga Natália Cruz.

Foi aí que eu estabeleci que gostaria de levar a ideia para todos os Estados do país como forma de disseminar poesia na sociedade. As pessoas que desejassem fazer parte do projeto deveriam imprimir os poemas, que eu enviaria por e-mail, recortá-los, dobrá-los e coloca-los dentro de uma caixa. Então elas deveriam tirar um poema por dia durante um mês e, ao término, deveriam passar a caixa para outra pessoa, formando uma corrente poética.

Mais tarde, com o auxílio da amiga Bárbara Bonani, uma atriz de comerciais televisivos, nós começamos a agregar novos valores ao projeto. Foi dela a ideia de introduzir uma “ação do bem” junto de cada um dos 31 poemas, frases e textos pertencentes a Caixa Carpe Diem.

Ainda na fase de desenvolvimento e seleção de conteúdo, que levou um mês inteiro, tive o auxílio da amiga Ester Barroso, dona da página de poesia no Facebook “Moça, você é mais poesia que mulher” e meu braço direito na divulgação do projeto.

No momento estamos em vinte Estados do Brasil, além do Distrito Federal, e alguns lugares dos Estados Unidos, mas não queremos parar. Com a ajuda das pessoas que gostam de poesia podemos alcançar todos os Estados brasileiros e, no futuro, todos os continentes.

O projeto é filosófico e tem por objetivo influenciar o leitor, estimulando-o a práticas altruístas; a um empoderamento pessoal; e a empatia com outros seres humanos, considerando ainda a paz que brota de quem tira alguns minutos para cuidar da alma.

2. Porque você escolheu esse nome?

Inicialmente eu tinha dado o nome de Caixa Poética, mas como havia outros projetos com o mesmo nome, optei por Carpe Diem. A expressão vem do latim e significa "aproveite o dia" ou "faça o seu dia valer a pena" e se encaixa perfeitamente na ideia proposta pelo projeto.

A filosofia de vida Carpe Diem se popularizou no filme Sociedade dos Poetas Mortos, de 1989, e desde aquela época vem inspirando milhares de pessoas ao redor do mundo. Quem ainda não assistiu, vale ver.

"Carpe diem quam minimum credula postero" como disse Horácio Flaco, poeta e filósofo da Roma Antiga, significa: "aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã", o que é um conselho tremendamente sábio, visto que o futuro é incerto e que nós não sabemos o dia de amanhã. O que temos de certo é o hoje, assim devemos fazer da nossa existência, algo singular e significativo.

3. Quantas pessoas estão participando?

Somos mais de 50 pessoas! Todos estão convidados a participar. Para isso, tudo o que você precisa é de uma caixa (16 por 20 centímetros, no mínimo), um envelope (onde serão depositados os poemas que já foram lidos) e uma impressora para imprimir os poemas. Então envie um e-mail para caixacarpediem@outlook.com que eu, o mais breve possível, lhe enviarei o conteúdo e todas as instruções referentes ao projeto.

4. Você tem noticias de quem já terminou os 31 dias de poesia?

Sim, algumas pessoas já terminaram o projeto e passaram a caixa adiante. O depoimento dessas pessoas mostra que a ideia funciona e o quanto é importante considerar os pequenos detalhes da vida, perfumando sua existência com ternura, amor ao próximo e poesia.

5. Mais algum comentário?
Eu gostaria muito de ver o Projeto Carpe Diem sendo publicado por alguma editora. Minha amiga Claudia McClure deu a ideia de um livro interativo onde as pessoas leriam uma página de poesia ao dia, com espaço para reflexões, fotos, desenhos e o que mais quiserem colocar. Nesse caso, queria expandir o projeto para hospitais, asilos e outros lugares onde a poesia precisa chegar para suavizar a dureza da vida.

Veja aqui trechos de depoimentos de pessoas que já participaram do projeto:

“Amei a experiência. Foi incrível. Eu consegui reatar alguns laços que eu achei que tinha perdido. Na ação de escrever uma carta, eu escrevi para a minha mãe, com quem estava mantendo um contato superficial. Ela ficou tão feliz e emocionada com a carta que choramos juntas... Algumas poesias eu gostei tanto que colei em lugares visíveis no meu quarto, assim posso reler...” [Catarina Pinheiro -Vitória da Conquista, Bahia]

“Eu adorei participar desse projeto, foi uma experiência maravilhosa que me inspirou fazer isso com a minha família. Neste mês de julho eles irão mudar de cidade e devido ao trabalho e faculdade não poderei ir junto, então vou fazer uma caixa para cada um deles assim, através da poesia estaremos um pouquinho mais perto. [...] Espero que muitas pessoas tenham a oportunidade de participar." [Adriana Aroucha - Sorriso, Mato Grosso].

“Amei participar do projeto e em breve quero poder fazer mais uma caixa. A cada manhã lia exatamente o que eu precisava. [...] Foi mágico e enriquecedor.” [Geslanne Sousa - Teixeira de Freitas, Bahia].

“Gostei bastante da experiência. Todo o dia ficava ansiosa para saber que mensagem me aguardava! (...). Ao cumprir o desafio de “observe o céu alguns minutos”, me lembrei da infância, de quando olhava para o céu e via desenhos nas nuvens. E, os dragões e dinossauros em forma de algodão doce ainda estavam lá no céu e me sorriam. Sorri de volta. A “criança” criativa e sonhadora que se diverte com aquilo que tem em mãos continua aqui.” [Nathy Belmaia - Londrina, Paraná].

“Minha experiência com a caixa foi maravilhosa! Descobri que sou mais sensível do achava que eu era; muitas vezes as ações batiam com coisas que eu já tinha feito no dia. Como uma vez que tirei de noite a ação de olhar fotos antigas e eu tinha passado o dia todo vendo álbuns que estavam na casa da minha avó. A ação que eu mais gostei de fazer foi a de alimentar um cão na rua!” [Gabriela Alvissus - Taubaté, São Paulo].

“Uma amiga de uma cidade aqui vizinha, Queimadas PB, me concedeu a honra de levar adiante esse projeto, o qual segui até o fim da maneira como determinam as regras. Confesso que eu adorava a sensação de todo dia pela manhã ler um poema ou um pensamento reflexivo, cumprindo a ação diária. Me senti mais humano e até mais próximo de Deus. Muito obrigado a todos vocês!” [Paulo Seixas - Campina Grande, Paraíba].

“Apeguei-me tanto a cada palavra do projeto, cada ação, que acabei repetindo-o por umas três vezes. Acontece que tem sentimento que só um poema ou uma prosa pode entender. E pode acreditar que cada papelzinho ali entendeu muito bem cada necessidade diária. Era um alívio pra mim. No projeto apreciei o trabalho de escritores novos e antigos... Reli poemas que há muito tempo eu não lia (...) Eu, como futura professora (me formo ano que vem), vou usá-lo em sala de aula.” [Renata Silva - Cerquilho, São Paulo].


“Participar deste projeto nos torna parte fundamental do início de uma jornada de 31 dias. Desde a elaboração da caixa, a impressão e o recorte dos poemas... Foi muito bom esse passo a passo. Nada melhor que iniciar um projeto dizendo “te amo” [que é uma das ações propostas]; a sensação é distinta pelo fato de você sentir o amor, mas não ter o hábito de dizê-lo. Cada pedacinho de papel que eu abria me fazia perceber mais as coisas que aconteciam ao meu redor; coisas que aconteciam até mesmo coincidentemente com a ação do dia. Poemas que me fizeram refletir e suspirar profundamente (...)” [Paula Oliveira - Manaus, Amazonas].

Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...