25 agosto 2015

Ao Deus Desconhecido ~ Nietzsche



Antes de prosseguir meu caminho e lançar o meu olhar para frente, uma vez mais, na minha solidão, elevo minhas mãos a Ti,  a Ti de quem eu fujo, a Ti de quem das profundezas do meu coração, tenho dedicado altares festivos, assim Tua voz pode voltar a me encontrar. 
Sobre esses altares está gravado em fogo esta inscrição: “Ao Deus Desconhecido”. Eu sou Teu, embora até o presente, tenha me associado ao grupo dos que não crêem.
 Eu sou Teu, não obstante os laços me puxarem para o abismo.
 Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a seguir-Te.
Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido! Tu que alcança o íntimo de minha alma
. E como um vento em dia de tempestade, surge em minha vida
. Tu, o Incompreensível, todavia meu próximo, quero Te conhecer e até te servir.
Existem algumas interpretações sobre o motivo de Nietzsche ter escrito um poema tão profundamente espiritual, e tão aparentemente teísta, mas o que nos importa aqui é reconhecer a complexidade inata da relação que cada ser tem com Deus – e, quanto mais sábio este ser, mais deliciosamente complexa será sua interpretação, pelo menos se a formos tentar resumir em palavras, que no fundo, são apenas cascas de sentimentos...
To the Unknown God
Once more, before I wander on 
and turn my glance forward,
 I lift up my hands to you in loneliness —
You, to whom I flee,
 To whom in the deepest depths of my heart
 I have solemnly consecrated altars, so that
 Your voice might summon me again.
On them glows, deeply inscribed, the words:
 To the unknown God.
 I am his, although until this hour
, I’ve remained in the wicked horde:
 I am his—and I feel the bonds
, that pull me down in my struggle
 And, would I flee,
 Force me into his service.
I want to know you, Unknown One, 
You who have reached deep into my soul, 
into my life like the gust of a storm,
 You incomprehensible yet related one!
 I want to know you, even serve you.

22 agosto 2015

O Círculo ~ Dave Eggers

Começo minha resenha dizendo que essa foi a leitura de março, escolhida pelo Book Club que participo mensalmente.

Assim me sinto livre para dizer que embora seja uma curiosa por natureza e leia um pouco de tudo: romance, aventura, distopias, ficções, livros históricos, biografias… e outros mais, esse livro me deixou com um pensamento amargo.

Não pela história em si que é boa, mas pela narrativa!!! Mas vamos adiante.

Mae Holland é contratada para trabalhar na poderosa empresa de internet, chamada O Círculo. O Círculo absorveu todas as grandes empresas de tecnologia existente, modelando um único sistema  de busca de rede social. Conseguiu imaginar? Não creio que seja difícil.

Mae é contratada com a ajuda de sua melhor amiga Anne. Ela começa a trabalhar na EC (Experiência do Cliente) uma espécie de serviço do consumidor, onde ele deve manter as metas altas. As dela e as do cliente. Assim, a cada atendimento o cliente julga se Mae foi satisfatória em suas respostas. Para O Círculo, Mae deve ficar entre 95% a 100% de atendimento satisfatório, para avançar no Círculo.

Para uma pessoa motivada, não é difícil, Mae passa... Na próxima etapa Mae deve postar todas as suas imagens, arquivos pessoais, músicas, dados médicos, tudo no banco de dados do Círculo onde a ‘democracia é obrigatória’

No campus, como é chamado o complexo de escritórios do Círculo , há festas diárias, dormitórios, refeições completas ou seja se você não quiser sair do Círculo para ir pra casa, é possível. Alguém lembra da Googleplex?

Logo Mae vai aprender a zingar, ou seja curtir tudo que postado, comentar, dar opinião... na empresa tem um ranking com as pessoas que mais tempo ficam conectadas... Para subir no ranking Mae dorme pouco e fica conectada 100% do tempo.


Seria interessante se algumas ideias não fossem tão bizarras, não no mundo da internet, mas na forma como alguns personagem são destituídos de raciocínio próprio, inteligência até… Os personagens são discutíveis, o mundo dominado pela internet, nem tanto… 

18 agosto 2015

O ADVOGADO ~ John Grisham

Michael Brock é advogado e trabalha há 7 anos para a Drake & Sweeney a terceira empresa mais rica e famosa na área do Direito, em Washington, DC. Em dois anos ele vai se tornar um dos sócios da firma. Ele ganha bem e vai ganhar melhor ainda em dois anos. Claire Addison é sua esposa, mas os dois não se entendem. Não há brigas ou conversas, simplesmente não convivem mais.

Em um dia de trabalho, Mike e outros colegas são feitos refém por um morador de rua. Com a arma apontada para eles, DeVon Hardy pergunta quanto eles ganham? Como eles ajudam as pessoas que precisam? O que eles pensam dos sem teto.

Os advogados são resgatados e DeVon Hardy é morto. Mike fica pensando o que levou DeVon Hardy a procurar a firma… Mais tarde ele vai saber que Hardy e um grupo de sem tetos foram despejados, de forma ilegal, e a firma responsável é a Drake & Sweeney.

Mike lê no jornal o comentário de Mordecai Green, um advogado que conhecia DeVon Hardy. Ele vai procurar Green que trabalha em uma Clinica de Advogacia para Moradores de Rua. Com Green ele conversa horas sobre a realidade dos Moradores de rua.

Aos poucos Mike vai perdendo o desejo de trabalhar para a Drake & Sweeney e quando Green oferece um cargo na Clínica, ganhando menos da metade do salário atual, Mike aceita. Com isso, Claire que já não estava interessada no casamento entra com o divorcio, pede a Mike para sair de casa e da boa conta bancária que eles tinham, Mike com 5 mil dólares.

Pobre, jovem e com um ideal de vida, Mike se sente vivo!!! Ele vai se encontrar emocionalmente na rua. O livro é muito bem escrito, vale cada página… vale cada reflexão sobre a vida dos moradores de rua.

Outras resenhas de John Grisham, por ordem de publicação do autor:
1. Tempo de Matar
2. A Firma
7. O Júri





12 agosto 2015

O SÓCIO ~ John Grisham

Patrick Lanigan é um advogado inteligente, com um futuro promissor. Sócio de uma firma de advocacia com bons contatos políticos. Ele é Casado com uma bela mulher, pai de uma menina de 2 anos.

Todavia, Patrick forja a sua morte e foge com 90 milhões de dólares roubados de seus sócios e de um cliente.

Depois de 4 anos fugindo, Patrick é capturado em Ponta Porã, uma cidade do Estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil, cuja divisa com o Paraguai é apenas o canteiro central da Avenida Internacional, na cidade de Juan Cabalero. O grupo que o captura usa tortura para fazê-lo falar onde está o dinheiro. Obviamente Patrick tem um plano com sua advogada Eva Miranda, uma advogada brasileira, responsável por aplicar o dinheiro em vários bancos.

De volta aos Estados Unidos, Patrick é processado por assassinato (o homem encontrado em seu carro), por roubo (os 90 milhões), pelo seguro de vida (2 milhões)  e pela firma (danos morais 30 milhões).  Seu advogado Sandy, amigo de universidade, é responsável pela sua defesa.

A história é interessante e prende da primeira página até a última. O final é de tirar o folego...



Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...