12 setembro 2015

A CONFRARIA ~ John Grisham

A Confraria é formada por três ex-juízes Hatlee Beech, Finn Yarber e Joe Roy Spicer, condenados a prisão federal de Trumble.

Beech foi condenado depois de dirigir embriagado e matar dois jovens universitários. Yarber, foi condenado por não pagar o imposto de renda e Spicer, um viciado em jogo, foi condenado por roubar dinheiro de um clube de bingo. 

No presídio eles resolvem problemas entre os presos, como se estivessem em um tribunal do júri e mesmo sendo ilegal eles cobram por seus serviços. O trio forma um 'bloco de inescrupulosos' 

Juntos eles aplicam o golpe Angola, que consiste em extorquir homossexuais e simpatizantes que não querem ter suas preferências divulgadas. Eles colocam um anúncio em um revista, alugam uma caixa postal e deixam a comunicação fluir. Usando falsos nomes, Beech é Rick e Yarber é Percy. Juntos eles constroem histórias de tristeza e de necessidade.

Para esse crime, eles contam com a ajuda do advogado Trevor Carson, um homem sem escrúpulos que serve de correio e investigador. As vitimas tentam manter a identidade secreta, mas Carson investiga até descobrir seus nomes reais.

Mais tarde, quando a confiança se instala na relação, a confraria envia uma carta pedindo dinheiro. Caso não tenha o dinheiro transferido para uma conta no exterior, o segredo da pessoa será divulgado.

Uma boa leitura… rápida e reveladora.



Outras resenhas de John Grisham, por ordem de publicação do autor:
1. Tempo de Matar
2. A Firma
7. O Júri

04 setembro 2015

O TESTAMENTO ~ John Grisham

O livro se inicia com a leitura do testamento de Troy Phelan, dono de onze bilhões de dólares. A sua fortuna o coloca como um dos dez homens mais ricos dos Estados Unidos.

Dentre seus mais ávidos herdeiros estão suas três ex-esposas e alguns filhos. Troy Phelan nas poucas páginas em que se faz presente nos passa a ideia de um homem cético em relação a bondade do ser humano. Ele não é uma figura com a qual empatizamos… durante sua vida não fez questão de ser UM exemplo ... foi um pai ausente e um marido de muitas aventuras extraconjugais.

Ele se despede da vida através de um suicídio planejado friamente com o intuito de causar choque e criar um grand finale.

Todos os seus herdeiros, auxiliados por advogados sem escrúpulos, começam a arquitetar diversas ações para conseguirem o dinheiro que, imaginam eles, será o passaporte para uma vida de tranquilidade. Contudo uma informação que não era esperada até mesmo pelo advogado pessoal de Troy muda o rumo que a fortuna terá.

No centro da trama está Nate O’Riley, advogado, alcoólatra, que tem de mergulhar em outra selva, o pantanal Mato-grossense, e encontrar o verdadeiro destino da fortuna de Troy Phelan.

Contraponto genialmente o concreto das grandes cidades com os alagados do rio Paraguai, John Grisham nos leva a dois mundos, cada qual com seus perigos e belezas. Mais do que uma história feita de artimanhas jurídicas e bizarros personagens, O testamento é uma trajetória de um homem em busca de valores mais permanentes do que a embriaguez do poder.


John Grisham escreveu este romance após uma longa estada no Pantanal Mato-grossense, quando esteve em contato com missionários religiosos americanos e com a vida selvagem daquela região. "Espero não ter descrito o Pantanal como um enorme pântano repleto de perigos. Não é. É uma preciosidade ecológica que atrai muitos turistas e todos sobrevivem" escreveu Grisham. Além dos incríveis panoramas da vida natural que desenha em seu livro, o escritor retrata, com muito humor, aspectos típicos da vida do brasileiro. No capítulo 38, por exemplo, ele explica o que é o despachante: "É parte essencial da vida no Brasil. É o homem que facilita tudo. Num País onde a burocracia é antiquada e lenta, o despachante é o homem que conhece os funcionários da prefeitura, dos tribunais, os agentes da alfândega".

Outras resenhas de John Grisham, por ordem de publicação do autor:
1. Tempo de Matar
2. A Firma
7. O Júri

31 agosto 2015

O Mundo do Mangá ~ Jhenne Nunes

O termo mangá, significa em japonês, história em quadrinhos. Para quem pensa que é algo novo, se engana… o mangá surgiu no período Nara (século VIII d.C.) com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os Emakimonos. As histórias eram criadas nestes rolos com pinturas e textos. A medida que o leitor ia desenrolando o texto, as fotos acompanhavam a narrativa. 
Mais tarde, o mangá em busca de diversificar o público, adquiriu nova forma. Essa forma surgiu no início do século XX, sob influência das revistas comerciais ocidentais. Quem deu vida ao mangá moderno foi o grande mangaka Osamu Tezuka. Ele revolucionou a forma de expressão dos desenhos, se inspirando em artistas como Walt Disney e Max Fleischer.
No mangá moderno, os olhos, a boca, as sobrancelhas e o nariz são desenhados de maneira bem exagerada aumentando assim, a expressividade dos personagens. Osamu Tezuka introduziu os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade, as chamadas onomatopéias. 
As Onomatopéia, são as imitações do som com uma palavra. São expressões de ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas… 

Ainda no mangá moderno, as histórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos. Para saber o final de uma história, faz-se necessário comprar muitos mangás, o que se torna divertido, aguardar para ler a próxima edição, despertando interesse e criando suspense. É assim que nascem as coleções de mangá.
Como livros e filmes, os mangás são divididos em vários gêneros, e cada um recebe um título em japonês.
Shounen: Significa garoto. Gênero de mangá dirigidos para o público masculino. Exemplos: Dragon Ball, Naruto e One Peace.
Shoujo: Significa garota. Gênero de mangás dirigidos para o público feminino. Exemplos: Sakura Card Captor, Lovely Complex e Onegai Teacher.
Dentre os exemplos acima, existem uma infinita variedade de temas, como Mecha que são histórias com robôs, Lovecome é comédia romântica, Hentai com conteúdo erótico, Yaoi que é história voltada ao público homosexual e vários outros.
Uma das características do mangá, além dos desenhos lindos e com olhos gigantes é o fato de se ler de trás para frente. Os quadrinhos são lidos de cima para baixo e da direita para a esquerda. No começo é bem diferente, mas antes do final da primeira história, você sedimenta o costume.

O mangá deu origem aos animes, desenhos animados japoneses. A palavra anime para os japoneses, é todo desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional, embora, para os ocidentais, anime é todo o desenho que venha do Japão. Muitos dos animes que passam na TV tem sua versão em mangá. Você já assistiu algum anime? Talvez sim, embora  não tenha percebido as características nipônicas.
Então vamos tirar a dúvida. Em janeiro de 1963, foi lançado o anime, Astro Boy, baseado no mangá de Osamu Tezuka.  Astro Boy acabou se tornando o propulsor da maior indústria de animação do mundo, conquistando também o público dos Estados Unidos.  Provavelmente, alguém deve se lembrar do Astro Boy.
Astro Boy, era um robô criado pelo chefe do Ministério da Ciência, Dr. Tenma, para substituir seu filho Toby, que havia falecido em um acidente automobilístico. Percebendo que Astro, não preenchia o vazio da perda do filho, Dr. Tenma, o vende para Hammeg, dono de Circo. Tempos depois, Professor Ochanomizu, o novo chefe do Ministério da Ciência, viu uma apresentação de Astro Boy no circo e convenceu Hammeg a entregar-lhe Astro. Aos cuidados de Ochanomizu, Astro Boy, começa a combater crimes, o mal e a injustiça.
Os  Animes são divertidos. Em muitas produções podem-se conferir caracterizações exageradas de sentimentos, como: 
Gota de água que aparece do lado do rosto do personagem representando constrangimento; Diminuição do personagem representando vergonha, medo; Dentes ou chifres aparecendo repentinamente nos personagens, representando maldade.

A voz, também é um elemento importante num personagem. Elas são selecionadas de acordo com a personalidade de cada um. Vozes poderosas, infantis, estridentes, harmoniosas ou cavernosas fazem parte do universo de qualquer anime, e os dubladores ou seiyu são alvos da admiração de muitos fãs.
Normalmente, quando um mangá alcança sucesso de vendas no Japão, ele é transformado em anime e se este desenho obtiver êxito, é distribuído para outros países. Desse sucesso pode nascer jogos, videogames, bonecos e outra gama de produtos. Sem contar a produção dos fabulosos cosplays de seus personagens favoritos. 
Cosplay é uma abreviação para costume play (costume = roupa/ traje/ fantasia e play = atuar). Ou seja, o cosplayer se caracteriza como o personagem de algum anime, livro, mangá, jogo ou filme que goste, ou simplesmente queira homenagear.
Em alguns eventos podemos até mesmo competir com outros cosplayers, embora a grande diversão, nesse caso, seja a exposição e o contato social gerado dentro de um ambiente de pessoas que apreciam as mesmas coisas. Para o cosplayer, fazer um cosplay, não é simplesmente vestir-se como um personagem, mas sim, encarná-lo, viver como ele, pensar como ele, odiar e gostar das mesmas coisas que ele.
Ser cosplay não é fácil. Para compôr o personagem, montamos o traje, produzimos os acessórios, nos especializamos em maquiagem, compramos lentes de contato que simulam o tamanho dos olhos do anime e quando necessário usamos perucas estilizadas. A idéia é ficarmos o mais parecidos possível com o personagem.
E se o cosplay for para uma competição, temos que criar um script de apresentação baseado no personagem, nesse caso, são meses de ensaios.  Em muitas apresentações são usados movimentos de lutas, danças e até mesmo truques de mágica. Vale tudo para representar bem o anime escolhido.

Grandes eventos são realizados nos EUA, America do Sul, Europa e Ásia; a cultura cosplay já atinge o mundo todo. O WCS é o concurso anual e MUNDIAL de cosplays, lá ficam reunidos os melhores Cosplayers do mundo. Esse evento é realizado no Japão.
Cosplay é uma arte que eu tive orgulho de fazer parte! E você tem preferência por algum anime?

25 agosto 2015

Ao Deus Desconhecido ~ Nietzsche



Antes de prosseguir meu caminho e lançar o meu olhar para frente, uma vez mais, na minha solidão, elevo minhas mãos a Ti,  a Ti de quem eu fujo, a Ti de quem das profundezas do meu coração, tenho dedicado altares festivos, assim Tua voz pode voltar a me encontrar. 
Sobre esses altares está gravado em fogo esta inscrição: “Ao Deus Desconhecido”. Eu sou Teu, embora até o presente, tenha me associado ao grupo dos que não crêem.
 Eu sou Teu, não obstante os laços me puxarem para o abismo.
 Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a seguir-Te.
Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido! Tu que alcança o íntimo de minha alma
. E como um vento em dia de tempestade, surge em minha vida
. Tu, o Incompreensível, todavia meu próximo, quero Te conhecer e até te servir.
Existem algumas interpretações sobre o motivo de Nietzsche ter escrito um poema tão profundamente espiritual, e tão aparentemente teísta, mas o que nos importa aqui é reconhecer a complexidade inata da relação que cada ser tem com Deus – e, quanto mais sábio este ser, mais deliciosamente complexa será sua interpretação, pelo menos se a formos tentar resumir em palavras, que no fundo, são apenas cascas de sentimentos...
To the Unknown God
Once more, before I wander on 
and turn my glance forward,
 I lift up my hands to you in loneliness —
You, to whom I flee,
 To whom in the deepest depths of my heart
 I have solemnly consecrated altars, so that
 Your voice might summon me again.
On them glows, deeply inscribed, the words:
 To the unknown God.
 I am his, although until this hour
, I’ve remained in the wicked horde:
 I am his—and I feel the bonds
, that pull me down in my struggle
 And, would I flee,
 Force me into his service.
I want to know you, Unknown One, 
You who have reached deep into my soul, 
into my life like the gust of a storm,
 You incomprehensible yet related one!
 I want to know you, even serve you.

Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...