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13 fevereiro 2016

A Arte de Educar

Comecei minha vida profissional aos 14 anos, quando me tornei instrutora de ballet clássico. Depois disso, por gosto com a vida acadêmica e amor aos livros me tornei professora de Filosofia no segundo grau e mais tarde professora universitária nas disciplinas de sociologia, criminologia e filosofia. Hoje continuo ligada a vida acadêmica, mas longe das salas de aulas.
Felizmente pude fazer essa opção quando o David nasceu. Hoje sou mãe em tempo integral: mãe é profissão de fortes; somos educadoras, motoristas, artistas, organizadoras de festas e atividades, um pouco enfermeiras e até médicas. A lista é longa.
Confesso que educar um ser humano, é uma das tarefas mais desafiantes que já enfrentei na vida.
Meu filho tem 4 anos, e está determinado a interagir com o mundo da forma como ele imagina. Nem sempre sua imaginação vai de acordo com as normas de ‘civilidade’ e aí começam os desafios.
1. Pedir por favor, agradecer, dizer com licença, aguardar sua vez para falar… são atividades simples que tentamos ensinar em casa. Se ele pede alguma coisa deve pedir por favor, se receber, deve agradecer. Obviamente, esse ‘ensinamento’ já mais enraizado, não pode deixar de ser praticado nunca. Assim, sigo torcendo para que o ‘costume de casa vá a praça’.
2. Ipods, Ipads, sim ele tem. Sei que vai chegar o momento em que não poderei limitar o uso, porque então, a idade não permitirá. Assim, ele sabe: no carro, preste atenção na paisagem, converse, cante, conte histórias, pergunte. Há muito para se ver… Em casa, brinque e quando estiver cansado, use o Ipod (com filmes adequados para sua idade, jogos sem violência embutida…). Ao sair de casa, o Ipod fica.
3. Educar o comportamento individualista não é fácil, mas é necessário. Algumas batalhas foram travadas para evitar o ‘reino’ imaginado pelo nosso filho. Sentar-se a mesa para comer no horário da família; respeitar o espaço do outro, aguardar a vez de falar… diria estamos em bom caminho.
Ainda em processo de aprendizado está o fato de que, se algumas coisas não vão como ele quer, ‘a cara de choro’ surge e algumas vezes o ensaio do choro. A nossa estratégia é sempre a mesma: ‘respire fundo e se organize ou vai perder o privilegio de brincar com… (usamos o favorito do dia, seja Lego, ipad, carros…). Normalmente funciona, porque ele sabe que estamos falando sério. Das vezes que ele ‘nos testou’ quando chegou em casa colocamos ele na cadeira (sentado por 1 minuto) e explicamos que ia perder o privilégio de brincar com (por exemplo) o carrinho favorito do dia. Das primeiras vezes que ‘educamos’ ele chorou, mas nos mantivemos firmes e AGORA ele sabe o que tem a perder e faz a escolha dele. Nem sempre ele escolhe o ‘ensinado’ mas já sabe que suas decisões são carregadas de consequências...
De acordo com Pamela Druckerman, no livro As Crianças Francesas Não Fazem Birra, lido por indicação da mãe do João, Yandra, “Birras não mudam regras. É importante ter isso em mente, Isso não quer dizer que precisamos ser frios. É importante mostrar solidariedade e deixar que as crianças expressem seu descontentamento.” Então vamos lá...
Uma única vez removemos ele do restaurante. Ele queria comer algo que não tinha no cardápio e antes que começasse o ‘protesto’ meu esposo, foi para o carro com ele. Lá ele ficou sentando na cadeira por um minuto e quando voltou veio uma outra pessoa, o bom humor retornou. É preciso muita paciência e persistência, porque enquanto meu esposo foi para o carro eu fiquei sozinha no restaurante, imaginando quanto tempo ia durar até a volta deles. Mas contive a minha vontade de ir ver o que estava acontecendo.
4. Idas a supermercados, lojas… foi um outro aprendizado. Antes de sair de casa explico: vamos fazer as compras da casa e você não vai pedir nada, entendeu? Obviamente ele diz que sim. Aconteceu algumas vezes dele ter dito sim, e ao chegar na loja agiu em beneficio próprio pedindo o que queria. Nesses casos, explico, argumento, e se não funcionar (e as vezes não funciona) deixo que ele proteste e encurto a visita para evitar ‘perturbar’ as pessoas. Em casa, ele vai se sentar na cadeira e ouvir as explicações já ditas antes. Sim, sim, sim  é exaustivo para mim e para ele. Mas educar é um projeto de longa duração.
O fruto dessa atividade de dizer não, é que o David, já vai no Shopping e no Supermercado e volta sem pedir nada. Fácil não foi, mas hoje vejo que valeu o nosso esforço.
Para diminuir as expectativas dele: eu aviso onde vamos, o que vamos fazer e comprar e algumas vezes digo que ele pode escolher alguma coisa no valor X e outras vezes digo que ele não vai comprar nada. Consistência é a chave do sucesso.
5. Já percebi que David, tem uma personalidade decidida. E quando ‘coloca sua mente’ em alguma coisa, se determina a fazer acontecer. Eu tento usar isso a favor dele. 
Ele está na natação e vai com muito gosto. Não preciso chamar duas vezes para as aulas. Depois das aulas fica um tempo na piscina. Utiliza bem a energia e fortalece os músculos. Uma mãe conhece bem o filho e percebe o que ele gosta de fazer. Talvez nadar não seja o esporte adequado para seu filho(a), então pense em outra atividade esportiva.
Outra atividade que o David tem apreciado são as aulas de piano. Ele gosta de música. E eu gosto da ‘estrutura das aulas’, penso que auxilia na organização das ideias, na expansão da mente.
Sempre trato os professores do David com muito respeito e até referência. Penso que uma boa lição para ele, é ver que eu os trato bem e que essas pessoas são importantes para nós. Quando oportunidades se apresentam, digo ao David para comprarmos ‘lembranças’, ‘presentes’ para os professores. Digo que é uma forma de agradecer todo o trabalho de ensiná-lo. Já percebi, que algumas vezes ele diz que quer levar algo para o professor X, ou Y, partindo dele a atitude de agradecer.
6. Tento ao máximo, trabalhar com artesanato. Confio na arte de ‘montar’, ‘criar’, ‘idealizar’... atividades simples mas que fortalecem a mente e ajudam a preparar a musculatura das mãos ainda em desenvolvimento, para a arte da escrita.
Fácil não é... algumas atividades fracassaram por não despertar interesse. Assim tenho sempre listadas 3, 4 atividades e vou de uma para outra, caso a primeira não funcione.
Para facilitar meu trabalho, nos inscrevemos em um box de atividades, o Kiwi Crate. Kiwi Crate é um serviço de assinatura mensal especializado em oferecer atividades e jogos para as crianças. O site envia pelo correio um kit com um projeto educativo para montar, criar e brincar. Cada mês é uma atividade diferente, uma aventura diferente. No Brasil tem um serviço semelhante, Box Joanninha e quem gosta de educar pela arte, vale a pena pesquisar.

7. Por fim, ‘a arte de elogiar’, decidimos elogiar a área do comportamento. Se David se comporta bem, elogiamos.

Ele está no Kumon, e recebeu uma medalha por estar avançado em matemática e em leitura. Ficamos felizes! Muito felizes!!! Mas não alongamos a conversa com intensos elogios.

Mas quando percebemos que ele por exemplo: compartilha um brinquedo com outra criança; é gentil com alguém; aguarda sua vez para receber alguma coisa; sai da piscina quando chamo, sem demorar... aí sim elogiamos entusiasticamente. E porque? Porque uma pessoa que sabe viver em comunidade, que não ‘se demora’ nas frustrações da vida; que tem bom humor; que sabe ser responsável por suas escolhas... essa pessoa vai conquistar sucesso acadêmico, profissional e material.

Não, não temos um filho comportado, como disse antes, ele é um menino decidido e sabe o que quer (e quer logo!). Mas podemos frequentar qualquer ambiente sem que o David interfira na paz do lugar. Ele aprendeu que um não é um não. Ele pode até negociar, como as vezes faz: “me deixa ficar mais 10 minutos na piscina?” as vezes digo sim, as vezes digo “fique 5 minutos...” e explico o motivo.

Trato-o com respeito, mas impondo os limites necessários, porque afinal ele tem 4 anos e terá muito tempo para decidir, sem a nossa interferência... para que avançar o tempo?

Obviamente há crianças meigas, há crianças determinadas, há crianças rebeldes, há crianças ‘adultas’... e ninguém melhor do que aquele ou aquela que cuida para saber como determinar o que funciona e o que não funciona. Uma coisa eu tenho percebido, cuidar é atividade cansativa, educar é atividade constante. Amar é impor limites pelo bem da criança e o bem daqueles que convivem com ela.

02 janeiro 2016

Sonhar


Quando você perde um sonho, a melhor coisa a fazer é encontrar um novo sonho! Essa atitude vai mantê-lo vivo. E as vezes o plano B termina por ser o melhor plano.
Nossas ambições e nossos sonhos nos dão a visão de um futuro bonito; um futuro  de realizações. E nos ajudam a sobreviver a tempos difíceis.
Todavia nossos sonhos e ambições também podem nos “pregar peças”. Podem nos cegar para alcançar sucesso sem respeitar os limites da humanidade. Podem nos levar a perigosas obsessões, ou mesmo nos levar a um hedonismo vazio.
Não importa o que você recebe desse impulso neurológico, lembre-se de que os sonhos podem mudar e mesmo que você não escale a montanha sonhada, há um chance de que você possa movê-la. Nas palavras de um velho poema inglês, “você nem sempre vai conseguir o que quer, mas se você continuar tentando pode vir a conseguir o que precisa”

15 dezembro 2015

Gratidão



Pense em toda beleza que ainda existe ao seu redor e seja feliz ~ Anne Frank

Cotidianamente tiro alguns minutos do meu dia e agradeço. Essa prática me faz feliz e consciente de que há bem no mundo e que é possível respirar a beleza do dia.
E porque agradecer é importante?
Porque lembra das coisas positivas em sua vida.
Me faz feliz lembrar dos bons momentos com as pessoas, mesmo que sejam pessoas desconhecidas com breves passagens…  pessoas no supermercado, no banco, no transito, na fila, no Facebook…

Porque transforma as coisas.
Se estou tendo um dia ruim… me lembro, e não é difícil,  de que há pessoas com desafios maiores que o meu.

Porque nos lembra do que é realmente importante.
É difícil, continuar reclamando quando estou agradecendo a saúde do meu filho e esposo e a boa convivência com eles.

Porque nos lembra de ser agradecida a outras pessoas.
Sei por experiência que dizer um “obrigada” faz diferença. É verdade que custa um pouco porque as vezes o tempo é tão corrido, mas fazer alguém feliz, sempre me faz feliz.

Diariamente agradeço, pelas pessoas que amo, pelos stranhos que são gentis comigo, pelo meu anjo da guarda. Não sou grata como queria, mas estou sempre aprendendo… e tenho como meta superar meus desafios. Um deles, é me tornar um ser humano melhor.

14 dezembro 2015

Casamento no Parque

“O Amor é paciente, é benigno; não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece (…) não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha” (I Coríntios 13:4-8).
Boa profissão e emprego, apartamento e carro quitado, saúde, amigos, colegas… basicamente uma vida tranquila. O que mais poderia faltar? Foi a pergunta que me fiz na noite do dia 25 de dezembro de 2005. E a resposta veio de pronto, ‘construir uma família’. Na dúvida, escrevi no meu diário: “Amado Deus, se for da Tua vontade, me mande um filho Teu que tenha fé, emprego, que queira casar e ser pai e fico feliz se ele amar Nossa Senhora e São José”Resumindo, estava pedindo um milagre.
Cresci em uma família de pais amorosos e 4 irmãs. Na nossa mesa tinha sempre alguém diferente, primos, primas, tios, amigos de parentes… nunca estávamos sozinhos, meus pais abriam as portas para acolher todos aqueles que queriam ou precisavam de apoio. Aprendi muito cedo o significado da palavra compartilhar. Anos depois, quando meus pais faleceram, uma das coisas que me trazia a lembrança deles, era o sentar-se a mesa, onde cada um era amado e aceito, mesmo os mais diferentes da nossa forma de viver.
O milagre começou acontecer… Em 2006, fui Centro Universitário Estácio do Ceará, onde trabalhava, para a Universidade do Texas em Austin, onde trabalhei como professora pesquisadora por um ano, concluindo a tese de doutorado.
No aeroporto de São Paulo, tive uma sensação de paz que se selou em minha memória e aproveitei para fazer mais algumas anotações no meu diário.
Nos Estados Unidos reencontrei David em 30 de junho de 2006; éramos amigos, e nos conhecíamos há 2 anos, através de e-mails. Nenhum de nós tinha a intenção de namoro, todavia quanto mais conversávamos mais víamos similaridades de ideal de vida. O milagre acontecendo.
Começamos a namorar e eu decidida que sou, pensei: “vou casar com ele”; claro que ele não sabia disso. O que não me impediu de pedir a Deus. O impossível é especialidade de Deus, digo impossível porque éramos solteirões convictos e felizes. Conversava e pedia diariamente a Deus, porque Ele sabe o que queremos, mas quer ouvir de nós. Então eu dizia todos os dias: “quero casar com o David, ele atende com perfeição os cinco pontos em um esposo que pedi ao Senhor no diário”.
Deus sempre dá com generosidade. Dia 25 de agosto de 2006, David colocou o joelho no chão, como um bom romântico que é, me pediu em casamento e me deu a aliança de noivado. Fiquei tão surpresa que no meu espanto e alegria, a aliança foi parar no chão, rolando sabe-se lá para onde. O suave barulho da aliança caindo nos fez rir e quebrou a minha inatividade.
Casamos dia 14 de dezembro de 2006. Foi um casamento surpresa! David me convidou para visitar um parque. Lá ele fez a proposta de casarmos. Joelho no chão, licença de casamento na mão e Juiz de paz e pastor esperando, casamos. Estava com roupas simples, mas nada parecia mais apropriado e casamos em um parque lindo e tranquilo. O céu estava tão azul que eu podia sentir a luz de Deus abençoando nossa união e o farfalhar dos santos anjos confirmando o milagre.
Uma curiosidade! sem saber, sem planejar: tinha algo usado, algo novo, algo emprestado e algo azul, como pede a tradição (something old, something new, something borrowed, something blue). Usado: Estava com minhas botas de inverno, Novo: o colar de perolas, presente do David, Emprestado: Eu e David estávamos com os terços trocados, eu com o dele e ele com o meu. Azul: minha blusa.
Diz a tradição que esses itens, usado, novo, emprestado e azul, respresentam votos de felicidade para a noiva, caso os tenha, no dia do casamento! O emprestado, simboliza a continuidade, o novo significa otimismo e esperança na nova vida, o usado, é a lembrança de que a noiva continua próxima da família e dos amigos, e o azul está ligado ao casamento por séculos. Na Roma antiga, as noivas usavam azul, simbolizando, amor, modéstia, e fidelidade. O Cristianismo veste a Virgem Maria em azul, assim pureza é associada com a cor. Como se diz por aqui: “Marry in blue, lover be true”.
Lembram da mesa de meus pais? A tradição continua. Eu, David e David (4 anos), sempre sentamos na nossa imensa mesa e nos alegramos em receber as pessoas. Assim como era no tempo dos meus pais. Tradição que permanece viva em mim! Herança de família e memória viva.
Depois de alguns meses, no Brasil, casamos na Igreja Católica, com a família e os amigos por testemunhas do nosso amor. E Hoje completamos 9 anos de casados!

30 outubro 2015

Celebrar ou não o Halloween?

O Halloween é uma festa comum nos Estados Unidos e na Europa. Celebrada no dia 31 de Outubro, a comemoração veio dos antigos povos Celtas. Eles realizavam a colheita nessa época do ano. Nesse mesmo período, o inverno se iniciava, ficando o tempo mais escuro, sendo assim, associado com a morte e com a lembrança dos mortos.
Os Celtas acreditavam que na noite do dia 31 de outubro, quando eles terminavam a colheita com uma festa, o Samhain (pronunciado sow-in), os espíritos dos mortos vinham a terra assustar as pessoas, fazer travessuras. Para passar essa noite sem terror e terminar a colheita, os Celtas faziam fogueiras, dançavam, comiam, bebiam e se fantasiavam celebrando e “assustando os espíritos”. Nesse dia, especialmente, havia muita comida a disposição de todos, vivos e mortos.
Com o passar do tempo, os Celtas aderiram ao Cristianismo e foram transformando esse ritual em uma festa religiosa, aprovados por S. Leão Magno e S. Gregório Magno. Ao invés de celebrar os espíritos e forças ocultas por medo, os Celtas passaram a celebrar os santos mortos, daí veio o “All Hallow’s Eve” [Vigília de Todos os Santos]. Mais tarde abreviada para Halloween.
O Halloween é parte da cultura de muitos países e não há como fugir disso. Tenho um filho de 4 anos que gosta do evento do Halloween, então procuro fazer do que pode ser um mal, um bem. Conversamos sobre o Halloween, lemos os livros infantis sobre a festa [leio antes para saber o que aprovo] e escolhemos as fantasias.
As fantasias, prestam homenagens a membros da família. Assim ele já foi fantasiado de Vaqueiro [homenagem ao Nordeste brasileiro, e a membros da minha família], já foi de Advogado, de médico [nesse mesmo ano vestiu uma fantasia de esqueleto, que trabalhamos como parte da Medicina/disciplina de anatomia]. Esse ano ele vai de médico veterinário. 

Nos Estados Unidos, o trick-or-treating, (doces ou travessuras) veio da Inglaterra, quando durante o festival do Halloween, as pessoas mais pobres, pediam as famílias mais ricas, o “pão das almas”. Em retorno elas prometiam rezar pelas almas mortas da família que deu o pão. Aos poucos, com a melhoria de vida das pessoas, a tradição foi substituída pelas crianças visitando a vizinhança e pedindo doces.

Amanhã vamos para o ‘Trick or Treat” e sim rezaremos pelas almas mortas das famílias que nos receberam em suas portas com doces e biscoitos.

Lembremos de que: “Contos de fada não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fada dizem às crianças que dragões podem ser mortos.” (Gilbert Chesterton)
É o que digo para o David, você vai ver nas ruas, no dia do Halloween, dragões, bruxas, magos, vampiros e tantos outros personagens [que ele sabe que existe, nos livros, na imaginação e até na realidade]. E continuo: muitos estão lá para nos lembrar que Aquele a quem amamos é maior que todos eles. E termino repetindo as palavras de São Miguel Arcanjo: ‘Quem como Deus? E eis a bela resposta: ‘Ninguém!!!’.

Happy Halloween!!!

06 agosto 2015

A leitura como um hábito para crianças

Que características você quer ver se desenvolver na vida da criança? São muitas, e provavelmente, inteligência estará na lista. Todos nós queremos ver crianças felizes, saudáveis, generosas e inteligentes. Por isso cuidamos ao escolher a escola, o médico, os lugares de brincar, as atividades que vão fazer, e por aí vai
Como pais somos parte integral desse desenvolvimento. E embora não seja fácil - e o desafio de educar está na minha lista de atividades, como um dos mais difíceis - ficam aqui algumas dicas que aprendi com meu filho David (4 anos)
David não senta para me ouvir lendo, seja em qual língua for… ele está em constante atividade, mesmo assim não desisti e penso que ele colhe algumas vantagens da leitura, vejamos:
1. Quando leio, embora ele não pare e fique no meu colo, como vejo nas revistas que falam de educação e leitura, sei que ele está ouvindo, porque vez por outra pergunta alguma coisa, ou pede que eu leia novamente. 
2. Outra coisa que percebo é o aumento do vocabulário. David memoriza as palavra do livro que gosta e usa. 
3. Posso acrescentar o aprendizado básico de ter um livro nas mãos, de tratar com cuidado, do processo de escolha do livro. David gosta de ir nas bibliotecas públicas, de passear pelas prateleiras olhar os livros e folhear as páginas.
4. A leitura alimenta a criatividade, alguns livros são super interessantes e criativos. E o David reconta as histórias com muito entusiasmo. 
5. Mesmo quando eu não leio para ele, por ele preferir, as vezes folhear os livros e contar ele mesmo a história, percebo a união da concentração e da disciplinaPor fim diria que o leitor acabará por descobrir que ler é divertido e terá nessa atividade, mais uma de suas brincadeiras.
Eu amo ler e sempre que termino um livro tenho outro na fila, e da mesma forma que tenho um livro comigo quando vamos passear, levo um livro para o David. Ele já incorporou o hábito de ter os livros por perto. Onde ele irá nessa aventura só o tempo nos dirá. E Você gosta de ler???



30 julho 2015

Visitando Washington - DC

Washington DC, é um bom destino turístico para quem gosta de museus, parques, monumentos, boa arquitetura... além de ser a sede do governo dos Estados Unidos.

Já visitei Washington outras vezes, mas sempre tenho uma impressão de deslumbramento com a cidade, provavelmente porque aprecie boa arquitetura e museus. Aqui ficam alguma dicas para quem vai visitar a cidade.

O Capitólio, há mais de 200 anos sede do Congresso, nessa visita estava em reforma. Todavia não tirou a impressão de familiaridade quando nos aproximamos de lá.


No National  Mall,  um parque urbano de formato retangular, que vai do Capitólio até o Lincoln Memorial, é possível revisitar parte da história dos Estados Unidos e você não paga nenhum tipo de ingresso.

Foi nesse parque que em 1963 Martin Luther King Jr. fez o seu famoso discurso “I have a dream” diante de 250.000 pessoas. Veja um trecho do discurso:

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros (…)

Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
 (…) Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

 Esta é nossa esperança.


No National Mall, começamos nossa visita pelo Lincoln Memorial, com suas 36 colunas representando os 36 Estados Americanos da época de Lincoln. Dentro do memorial encontramos uma estátua de quase 6 metros desse presidente. Na parede é possível ler trechos de dois dos mais famosos discursos de Lincoln. O Memorial fica em frente de um espelho d’água, tendo ao fundo o Washington Monument.


Washington Monument, é o obelisco mais alto do mundo e pode ser visto de muitos lugares da cidade.

Nas proximidades do Lincoln Memorial, encontramos o Vietnam Memorial, construído para homenagear os militares que serviram durante a Guerra do Vietnã. O mural tem mais de 58.000 nomes e algumas estátuas de bronze de beleza ímpar.

O Jefferson Memorial, é bonito e vale a visita. Dentro da estrutura, você encontra a estátua do presidente Thomas Jefferson, uma das figuras importantes na Declaração da Independência norte americana, escrita por ele. Nas paredes internas você pode ler a Declaração.



The Martin Luther King, Jr. Memorial, também está no National Mall. A estátua de 9 metros de altura do líder americano é muito bonita! E lá é possível ler trechos de seus discursos.


Se precisar de calmaria e repouso, sente-se as margens do Tidal Bassin, uma lagoa ao West Potomac Park (na verdade, uma enseada adjacente ao rio Potomac), em torno do qual se encontram diversos monumentos. Nosso motorista, penso que para fugir um pouco do transito e repousar um pouco, passou no McDonald e dirigiu pelo entorno, nos dando oportunidade de admirar a paisagem e ouvi-lo contar histórias da vida em comunidade e das cerejeiras que floram em determinada época do ano embelezando ainda mais o lugar.

Pertinho do National Mall, para quem se interessar, há o Newseum, um museu interativo do jornalismo com displays, por exemplo, de notícias da morte de Lincoln até as notícias mais novas…
A Casa Branca, The White House, residência oficial de todos os presidentes americanos desde 1800 é simples e bonita. Vale dar uma passadinha para ver a arquitetura da casa.

Mais um memorial interessante é o World War II, com 56 colunas de granito, representando a unidade dos 50 estados norte americanos, os sete territórios federais e distrito federal (Washinton DC). No mural chamado Freedom Wall estão dispostos os nomes de vários soldados que morreram durante a guerra.

Nas proximidades do National Mall, há museus para todos os gostos e idades. Os museus Smithsonian e a National Gallery of Art são imperdíveis. Visitamos alguns... Começamos pelo Smithsonian National Air and Space Museum. Lá você encontra o avião dos irmãos Wright e o módulo de comando da Apolo 11. Vale cada minuto.

O Smithsonian National Museum of Natural History, também é muito interessante, lá você encontra um pouco da história cronológica da evolução da vida no planeta Terra. Os animais em tamanho natural são fantásticos. Nos andares superiores, você observa a evolução humana e genética. O museu possui até uma área dos insetos, onde é possível assistir através do vidro como funciona a vida dentro de um formigueiro de verdade!

O prédio do Smithsonian Institution, é conhecido como O Castelo e não é por acaso. O prédio é bonito e bem cuidado e dá a ideia do tamanho da organização Smithsonian.

Passamos em frente ao Smithsonian Museum of the American Indian, mas não entramos... o calor ganhou a batalha. Nos sentamos no gramado para recuperar as forças e seguimos para a National Gallery of Art. Pense em um lugar fantástico!!! A galeria exibe coleções permanentes de quadros e esculturas. Lá é possível encontrar exibições temporárias do mundo todo.



Vi o Pentágono ‘de perto’ em outras visitas, mas dessa vez não foi possível, estava proibido o acesso.  Todavia fizemos uma pequena visita onde ao longe avistamos a impressionante estrutura. Vemos esse prédio tantas vezes em filmes que parece que o conhecemos bem.

Há tempos leio descrições do Cemitério de Arlington, então decidimos visita-lo com calma. Em Arlington, estão sepultados militares, seus familiares e oficiais do governo de acordo com regras estabelecidas.

A caminhada é longa, assim optamos pelo TourMobile que faz paradas nos principais pontos do cemitério. Segundo informações do guia, são feitos de 25 a 30 funerais todos os dias no Cemitério e durante a visita presenciamos 3 procissões de sepultamento.

No local onde está enterrado os Kennedys há uma chama que nunca apaga e fica em frente as lápides de John e Jaqueline Kennedy. David (4 anos) vendo a chama sair do chão disse: ‘que vulcão bonito!!!’

Impressionante e comovente é a cerimônia de troca de guarda no monumento ao Soldado Desconhecido. O Congresso aprovou uma resolução em 1921 para um Memorial em Arlington em homenagem aos soldados não identificados, mortos em batalha.

O ritmo dos guardas do túmulo tem significado numérico. O número 21 é considerado uma grande honra entre os militares, que é a razão para a salva de 21 tiros. Durante a vigília, o guarda anda 21 passos na passarela ao lado do túmulo. Ele encara o túmulo por 21 segundos como um gesto de respeito, gira e para por 21 segundos antes de andar mais 21 passos para o outro lado da passarela.
Para ser considerado para a admissão dessa guarda, os homens devem ter, pelo menos, 1,75 m de altura. Todos os guardas devem passar com êxito em um curso de treinamento de 9 meses.
A troca da guarda ocorre a cada hora no outono e no inverno e a cada meia hora na primavera e no verão. A cerimônia de mudança começa com o comandante caminhando em direção ao túmulo para saudá-lo e, então, anunciando que os espectadores devem ficar em pé e quietos durante a cerimônia. O comandante, então, inspeciona a nova arma do guarda, um rifle M-14.
A seguir o comandante e o novo guarda, vão ao encontro do guarda que está saindo da passarela. Depois que os três saúdam o túmulo, o oficial dá os comandos para o guarda se retirar e o novo guarda tomar posição. Cerimonia comovente.
Lá é possível visitar o anfiteatro, onde acontecem os eventos mais significativos do Cemitério de Arlington, incluindo o Memorial Day. Neste dia, todas as tumbas ganham como decoração a bandeira dos Estados Unidos.


Nas proximidade do Cemitério de Arlington, encontramos o monumento Raising the Flag on Iwo Jima, mostrando os cinco fuzileiros navais e um paramédico da Marinha dos Estados Unidos, fincando a bandeira do país no topo do Monte Suribachi, indicando a sua conquista durante a batalha de Iwo Jima, durante a Segunda Guerra Mundial.


Se depois de visitar Washington, DC, quiser encontrar uma paisagem mais tranquila e verde vá para a cidade de Maryland. Lá encontramos uma amiga querida e passamos uma agradável manhã de conversa. Até Breve!!!


Fique Comigo ~ Harlan Coben

Megan Pierce, antes conhecida como Cassie, vive com o Marido e os dois filhos em uma confortável casa. Do passado ela lembra que quer esq...