Mostrando postagens com marcador Friends. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Friends. Mostrar todas as postagens

31 agosto 2015

O Mundo do Mangá ~ Jhenne Nunes

O termo mangá, significa em japonês, história em quadrinhos. Para quem pensa que é algo novo, se engana… o mangá surgiu no período Nara (século VIII d.C.) com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os Emakimonos. As histórias eram criadas nestes rolos com pinturas e textos. A medida que o leitor ia desenrolando o texto, as fotos acompanhavam a narrativa. 
Mais tarde, o mangá em busca de diversificar o público, adquiriu nova forma. Essa forma surgiu no início do século XX, sob influência das revistas comerciais ocidentais. Quem deu vida ao mangá moderno foi o grande mangaka Osamu Tezuka. Ele revolucionou a forma de expressão dos desenhos, se inspirando em artistas como Walt Disney e Max Fleischer.
No mangá moderno, os olhos, a boca, as sobrancelhas e o nariz são desenhados de maneira bem exagerada aumentando assim, a expressividade dos personagens. Osamu Tezuka introduziu os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade, as chamadas onomatopéias. 
As Onomatopéia, são as imitações do som com uma palavra. São expressões de ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas… 

Ainda no mangá moderno, as histórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos. Para saber o final de uma história, faz-se necessário comprar muitos mangás, o que se torna divertido, aguardar para ler a próxima edição, despertando interesse e criando suspense. É assim que nascem as coleções de mangá.
Como livros e filmes, os mangás são divididos em vários gêneros, e cada um recebe um título em japonês.
Shounen: Significa garoto. Gênero de mangá dirigidos para o público masculino. Exemplos: Dragon Ball, Naruto e One Peace.
Shoujo: Significa garota. Gênero de mangás dirigidos para o público feminino. Exemplos: Sakura Card Captor, Lovely Complex e Onegai Teacher.
Dentre os exemplos acima, existem uma infinita variedade de temas, como Mecha que são histórias com robôs, Lovecome é comédia romântica, Hentai com conteúdo erótico, Yaoi que é história voltada ao público homosexual e vários outros.
Uma das características do mangá, além dos desenhos lindos e com olhos gigantes é o fato de se ler de trás para frente. Os quadrinhos são lidos de cima para baixo e da direita para a esquerda. No começo é bem diferente, mas antes do final da primeira história, você sedimenta o costume.

O mangá deu origem aos animes, desenhos animados japoneses. A palavra anime para os japoneses, é todo desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional, embora, para os ocidentais, anime é todo o desenho que venha do Japão. Muitos dos animes que passam na TV tem sua versão em mangá. Você já assistiu algum anime? Talvez sim, embora  não tenha percebido as características nipônicas.
Então vamos tirar a dúvida. Em janeiro de 1963, foi lançado o anime, Astro Boy, baseado no mangá de Osamu Tezuka.  Astro Boy acabou se tornando o propulsor da maior indústria de animação do mundo, conquistando também o público dos Estados Unidos.  Provavelmente, alguém deve se lembrar do Astro Boy.
Astro Boy, era um robô criado pelo chefe do Ministério da Ciência, Dr. Tenma, para substituir seu filho Toby, que havia falecido em um acidente automobilístico. Percebendo que Astro, não preenchia o vazio da perda do filho, Dr. Tenma, o vende para Hammeg, dono de Circo. Tempos depois, Professor Ochanomizu, o novo chefe do Ministério da Ciência, viu uma apresentação de Astro Boy no circo e convenceu Hammeg a entregar-lhe Astro. Aos cuidados de Ochanomizu, Astro Boy, começa a combater crimes, o mal e a injustiça.
Os  Animes são divertidos. Em muitas produções podem-se conferir caracterizações exageradas de sentimentos, como: 
Gota de água que aparece do lado do rosto do personagem representando constrangimento; Diminuição do personagem representando vergonha, medo; Dentes ou chifres aparecendo repentinamente nos personagens, representando maldade.

A voz, também é um elemento importante num personagem. Elas são selecionadas de acordo com a personalidade de cada um. Vozes poderosas, infantis, estridentes, harmoniosas ou cavernosas fazem parte do universo de qualquer anime, e os dubladores ou seiyu são alvos da admiração de muitos fãs.
Normalmente, quando um mangá alcança sucesso de vendas no Japão, ele é transformado em anime e se este desenho obtiver êxito, é distribuído para outros países. Desse sucesso pode nascer jogos, videogames, bonecos e outra gama de produtos. Sem contar a produção dos fabulosos cosplays de seus personagens favoritos. 
Cosplay é uma abreviação para costume play (costume = roupa/ traje/ fantasia e play = atuar). Ou seja, o cosplayer se caracteriza como o personagem de algum anime, livro, mangá, jogo ou filme que goste, ou simplesmente queira homenagear.
Em alguns eventos podemos até mesmo competir com outros cosplayers, embora a grande diversão, nesse caso, seja a exposição e o contato social gerado dentro de um ambiente de pessoas que apreciam as mesmas coisas. Para o cosplayer, fazer um cosplay, não é simplesmente vestir-se como um personagem, mas sim, encarná-lo, viver como ele, pensar como ele, odiar e gostar das mesmas coisas que ele.
Ser cosplay não é fácil. Para compôr o personagem, montamos o traje, produzimos os acessórios, nos especializamos em maquiagem, compramos lentes de contato que simulam o tamanho dos olhos do anime e quando necessário usamos perucas estilizadas. A idéia é ficarmos o mais parecidos possível com o personagem.
E se o cosplay for para uma competição, temos que criar um script de apresentação baseado no personagem, nesse caso, são meses de ensaios.  Em muitas apresentações são usados movimentos de lutas, danças e até mesmo truques de mágica. Vale tudo para representar bem o anime escolhido.

Grandes eventos são realizados nos EUA, America do Sul, Europa e Ásia; a cultura cosplay já atinge o mundo todo. O WCS é o concurso anual e MUNDIAL de cosplays, lá ficam reunidos os melhores Cosplayers do mundo. Esse evento é realizado no Japão.
Cosplay é uma arte que eu tive orgulho de fazer parte! E você tem preferência por algum anime?

07 agosto 2015

O que é a Caixa Carpe Diem?

Estou na segunda Caixa Carpe Diem, A caixa de número 9 passei para minha amiga Adriana Biasoli e agora estou com a Caixa de número 50.

Mais do que aprovado pelo conteúdo, o que me fascina nesse projeto é a ‘conversa lenta’ e prazerosa com a poesia. Idealizado por Douglas Jefferson, 22 anos, ele mesmo um poeta, as caixas de poesia fazem muito bem a alma, por isso deixo aqui a entrevista que fiz com Douglas, que tão bem explica o passo a passo para a criação das caixas.

1. De onde surgiu a ideia do Projeto Carpe Diem?

Em 2014 eu tive o desejo de presentear uma pessoa com poemas depositados em uma caixa, onde ela deveria retirar um por dia até acabar. Penso que este foi o movimento embrionário do projeto.

O projeto surgiu na madrugada do dia primeiro de janeiro de 2015, nas primeiras horas do ano, em uma conversa com a amiga Natália Cruz.

Foi aí que eu estabeleci que gostaria de levar a ideia para todos os Estados do país como forma de disseminar poesia na sociedade. As pessoas que desejassem fazer parte do projeto deveriam imprimir os poemas, que eu enviaria por e-mail, recortá-los, dobrá-los e coloca-los dentro de uma caixa. Então elas deveriam tirar um poema por dia durante um mês e, ao término, deveriam passar a caixa para outra pessoa, formando uma corrente poética.

Mais tarde, com o auxílio da amiga Bárbara Bonani, uma atriz de comerciais televisivos, nós começamos a agregar novos valores ao projeto. Foi dela a ideia de introduzir uma “ação do bem” junto de cada um dos 31 poemas, frases e textos pertencentes a Caixa Carpe Diem.

Ainda na fase de desenvolvimento e seleção de conteúdo, que levou um mês inteiro, tive o auxílio da amiga Ester Barroso, dona da página de poesia no Facebook “Moça, você é mais poesia que mulher” e meu braço direito na divulgação do projeto.

No momento estamos em vinte Estados do Brasil, além do Distrito Federal, e alguns lugares dos Estados Unidos, mas não queremos parar. Com a ajuda das pessoas que gostam de poesia podemos alcançar todos os Estados brasileiros e, no futuro, todos os continentes.

O projeto é filosófico e tem por objetivo influenciar o leitor, estimulando-o a práticas altruístas; a um empoderamento pessoal; e a empatia com outros seres humanos, considerando ainda a paz que brota de quem tira alguns minutos para cuidar da alma.

2. Porque você escolheu esse nome?

Inicialmente eu tinha dado o nome de Caixa Poética, mas como havia outros projetos com o mesmo nome, optei por Carpe Diem. A expressão vem do latim e significa "aproveite o dia" ou "faça o seu dia valer a pena" e se encaixa perfeitamente na ideia proposta pelo projeto.

A filosofia de vida Carpe Diem se popularizou no filme Sociedade dos Poetas Mortos, de 1989, e desde aquela época vem inspirando milhares de pessoas ao redor do mundo. Quem ainda não assistiu, vale ver.

"Carpe diem quam minimum credula postero" como disse Horácio Flaco, poeta e filósofo da Roma Antiga, significa: "aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã", o que é um conselho tremendamente sábio, visto que o futuro é incerto e que nós não sabemos o dia de amanhã. O que temos de certo é o hoje, assim devemos fazer da nossa existência, algo singular e significativo.

3. Quantas pessoas estão participando?

Somos mais de 50 pessoas! Todos estão convidados a participar. Para isso, tudo o que você precisa é de uma caixa (16 por 20 centímetros, no mínimo), um envelope (onde serão depositados os poemas que já foram lidos) e uma impressora para imprimir os poemas. Então envie um e-mail para caixacarpediem@outlook.com que eu, o mais breve possível, lhe enviarei o conteúdo e todas as instruções referentes ao projeto.

4. Você tem noticias de quem já terminou os 31 dias de poesia?

Sim, algumas pessoas já terminaram o projeto e passaram a caixa adiante. O depoimento dessas pessoas mostra que a ideia funciona e o quanto é importante considerar os pequenos detalhes da vida, perfumando sua existência com ternura, amor ao próximo e poesia.

5. Mais algum comentário?
Eu gostaria muito de ver o Projeto Carpe Diem sendo publicado por alguma editora. Minha amiga Claudia McClure deu a ideia de um livro interativo onde as pessoas leriam uma página de poesia ao dia, com espaço para reflexões, fotos, desenhos e o que mais quiserem colocar. Nesse caso, queria expandir o projeto para hospitais, asilos e outros lugares onde a poesia precisa chegar para suavizar a dureza da vida.

Veja aqui trechos de depoimentos de pessoas que já participaram do projeto:

“Amei a experiência. Foi incrível. Eu consegui reatar alguns laços que eu achei que tinha perdido. Na ação de escrever uma carta, eu escrevi para a minha mãe, com quem estava mantendo um contato superficial. Ela ficou tão feliz e emocionada com a carta que choramos juntas... Algumas poesias eu gostei tanto que colei em lugares visíveis no meu quarto, assim posso reler...” [Catarina Pinheiro -Vitória da Conquista, Bahia]

“Eu adorei participar desse projeto, foi uma experiência maravilhosa que me inspirou fazer isso com a minha família. Neste mês de julho eles irão mudar de cidade e devido ao trabalho e faculdade não poderei ir junto, então vou fazer uma caixa para cada um deles assim, através da poesia estaremos um pouquinho mais perto. [...] Espero que muitas pessoas tenham a oportunidade de participar." [Adriana Aroucha - Sorriso, Mato Grosso].

“Amei participar do projeto e em breve quero poder fazer mais uma caixa. A cada manhã lia exatamente o que eu precisava. [...] Foi mágico e enriquecedor.” [Geslanne Sousa - Teixeira de Freitas, Bahia].

“Gostei bastante da experiência. Todo o dia ficava ansiosa para saber que mensagem me aguardava! (...). Ao cumprir o desafio de “observe o céu alguns minutos”, me lembrei da infância, de quando olhava para o céu e via desenhos nas nuvens. E, os dragões e dinossauros em forma de algodão doce ainda estavam lá no céu e me sorriam. Sorri de volta. A “criança” criativa e sonhadora que se diverte com aquilo que tem em mãos continua aqui.” [Nathy Belmaia - Londrina, Paraná].

“Minha experiência com a caixa foi maravilhosa! Descobri que sou mais sensível do achava que eu era; muitas vezes as ações batiam com coisas que eu já tinha feito no dia. Como uma vez que tirei de noite a ação de olhar fotos antigas e eu tinha passado o dia todo vendo álbuns que estavam na casa da minha avó. A ação que eu mais gostei de fazer foi a de alimentar um cão na rua!” [Gabriela Alvissus - Taubaté, São Paulo].

“Uma amiga de uma cidade aqui vizinha, Queimadas PB, me concedeu a honra de levar adiante esse projeto, o qual segui até o fim da maneira como determinam as regras. Confesso que eu adorava a sensação de todo dia pela manhã ler um poema ou um pensamento reflexivo, cumprindo a ação diária. Me senti mais humano e até mais próximo de Deus. Muito obrigado a todos vocês!” [Paulo Seixas - Campina Grande, Paraíba].

“Apeguei-me tanto a cada palavra do projeto, cada ação, que acabei repetindo-o por umas três vezes. Acontece que tem sentimento que só um poema ou uma prosa pode entender. E pode acreditar que cada papelzinho ali entendeu muito bem cada necessidade diária. Era um alívio pra mim. No projeto apreciei o trabalho de escritores novos e antigos... Reli poemas que há muito tempo eu não lia (...) Eu, como futura professora (me formo ano que vem), vou usá-lo em sala de aula.” [Renata Silva - Cerquilho, São Paulo].


“Participar deste projeto nos torna parte fundamental do início de uma jornada de 31 dias. Desde a elaboração da caixa, a impressão e o recorte dos poemas... Foi muito bom esse passo a passo. Nada melhor que iniciar um projeto dizendo “te amo” [que é uma das ações propostas]; a sensação é distinta pelo fato de você sentir o amor, mas não ter o hábito de dizê-lo. Cada pedacinho de papel que eu abria me fazia perceber mais as coisas que aconteciam ao meu redor; coisas que aconteciam até mesmo coincidentemente com a ação do dia. Poemas que me fizeram refletir e suspirar profundamente (...)” [Paula Oliveira - Manaus, Amazonas].

06 junho 2015

Sonhos ~ Isabelly Ferreira

As notícias do lado de cá são tristes, mas da tristeza nascem os poemas, as poesias, as narrativas… então com a alma de poeta escrevo essa descrição da alma para compartilhar meu pensamento… compartilhar com quem? você deve estar se perguntando, a que eu respondo: “tem sempre algum ser disposto a participar da experiência do outro, garanto a você, seja por empatia ou por descaso”.
 

Nada aconteceu como desejado. tudo aconteceu na velocidade de um cometa que passou, deixou um rastro de luz, logo seguido de escuridão, com a esperança de que a luz que foi vista volte a brilhar. Fiquei com a alma dilatada para o novo e agora aguardo ansiosa que esse vazio seja preenchido.
 

O acontecimento? mudar de lugar… só as pessoas acomodadas a suas rotinas não gostam de mudanças… eu ao contrário amo e anseio por diferentes “mundos”. Faz parte da minha mente e do meu coração. Esse coração se acostumou com essa ideia e se recusa a ser encarcerado na rotina que agora parece me aprisionar.
 

Não pude mudar ainda, mas vou fazer novas tentativas, afinal quem não tenta corre o risco de nunca conseguir. Vou recomeçar, ainda que lentamente, abalada pelo sonho desfeito, e com saudade das lembranças que quase vivi. 
Preciso encontrar os pedaços do quebra cabeça que já tinha concluído na minha ânsia de realizar a imagem que vi das peças conectadas.
 
Agora estou triste, mas essa tristeza faz parte de uma vida de sonhos realizados ou não. Só sente tristeza quem sente a alegria da busca.
 
Minha mente com pensamentos sombrios vai de um a mil em fração de segundos, mas depois da exaustão dessas ideias que se passam agora, tenho certeza a de que me acalmarei.
 

Preciso dizer que nesse processo conheci pessoas extraordinárias e porque não dizer pessoas ordinárias… mas porque me ocupar do ordinário, se tenho o extraordinário… algumas pessoas entram nas nossas vidas como mentoras, amigas, irmãs… e fica fácil entender a beleza da amizade quando pensamos nesses seres, a quem deixo explicito o meu obrigada em uma velada descrição.
 

Deixo aqui a voz de Clarice Lispector, nos falando sobre SAUDADES.
.. 


Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

 Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,

 quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,

 eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,

 de pessoas com quem não mais falei ou cruzei…


 
Sinto saudades da minha infância,

 do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,

 do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser…


 

Sinto saudades do presente,

 que não aproveitei de todo,

 lembrando do passado

 e apostando no futuro…


 
Sinto saudades do futuro,

 que se idealizado,

 provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!

 De quem disse que viria

 e nem apareceu; 

de quem apareceu correndo,

 sem me conhecer direito,

 de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.


 

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!


 Daqueles que não tiveram
 como me dizer adeus;

 de gente que passou na calçada contrária da minha vida

 e que só enxerguei de vislumbre!


 
Sinto saudades de coisas que tive

 e de outras que não tive 
mas quis muito ter!


 
Sinto saudades de coisas
 que nem sei se existiram.


 
Sinto saudades de coisas sérias,

 de coisas hilariantes,
 de casos,
 de experiências…


 

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia 

e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!


 Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!


 Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,


 Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,

 sem curtir na totalidade.


Quantas vezes tenho vontade de encontrar 
não sei o que…
não sei onde…
para resgatar alguma coisa que
 nem sei o que é e nem onde perdi…


 
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades

.
Em japonês, em russo,
 em italiano, em inglês…

mas que minha saudade,
 por eu ter nascido no Brasil,

 só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.


 Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,

 espontaneamente quando
 estamos desesperados…

para contar dinheiro… fazer amor…
declarar sentimentos fortes…

seja lá em que lugar do mundo estejamos.


 

Eu acredito que um simples
 'I miss you' ou seja lá
 como possamos traduzir saudade em outra língua,

 nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.


 Talvez não exprima corretamente 
a imensa falta
 que sentimos
 de coisas
 ou pessoas queridas.

 E é por isso que eu tenho mais saudades…
Porque encontrei uma palavra 
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
 meio nostálgico, meio gostoso,

 mas que funciona melhor
do que um sinal vital 
quando se quer falar de vida
 e de sentimentos. 
Ela é a prova inequívoca
 de que somos sensíveis!
 De que amamos muito
 o que tivemos 
e lamentamos as coisas boas 
que perdemos ao longo da nossa existência…

Pegadas na Areia ~ Mary Stevenson

Uma noite eu tive um sonho.  
 Sonhei que estava andando na praia com o Senhor 
.  E através do Céu, passavam cenas da minha vida. 
  Par...