20 maio 2015

A FIRMA ~ John Grisham

A Firma, foi o segundo livro de John Grisham. Na verdade, o livro que abriu as portas para o autor. Ganhou uma versão cinematográfica, com o ator Tom Cruise como personagem principal e manteve-se durante 47 semanas na lista de best-sellers do The New York Times no ano de seu lançamento. Foi também o primeiro livro que li em inglês… 

Mitchell McDeere, um dos melhores alunos de Direito, em Harvard, vai trabalhar na Bendini, Lambert e Locke, uma rica firma especializada em direito tributário.

Assim que ele se junta à firma, a pressão para passar no Bar Exam (o Exame da Ordem dos Advogados nos Estados Unidos) fica clara na declaração de que 'nunca um associado havia sido reprovado nesse exame' e nas várias apostilas que se empilhavam na nova mesa com a matéria do exame, compilada pelos colegas de trabalho.

Ele sempre era lembrado que a Bendini, Lambert & Locke era uma família que cuidava dos seus e a Firma, faria tudo para que ele e Abby tivessem um futuro próspero, com filhos felizes e clientes lucrativos.

Logo de início, ele suspeita de que há algo de errado na firma, ainda mais quando dois sócios morrem em um estranho acidente nas Ilhas Cayman. Aliás, a morte parecia ser a única porta de saída da firma. Nos últimos 15 anos, nenhum funcionário havia sido demitido ou saído da firma e 5 sócios morreram em situações sempre consideradas trágicas.

As previsões do jovem advogado se confirmam quando ele é abordado por Tarrance, um agente do FBI. Segundo o agente, a firma Bendini, apesar de ter alguns clientes importantes, não é real e servia de fachada para negócios escusos. Ele revela também que o próprio Mitchell vem sendo espionado pela segurança da firma, que instalou microfones em sua casa e grampeou seu telefone.

Mitchell fica ainda mais assustado quando descobre quais são os verdadeiros negócios da Bendini, Lambert e Locke. Mas se vê num beco sem saída quando Tarrance o pressiona para que ele se torne informante do FBI. Se não concordar, será denunciado, mas se a firma descobrir o plano, Mitchell será morto. Parece não haver saída. Ou há? Isso o leitor só irá descobrir no final deste livro que combina o suspense de Harlan Coben com a intriga judiciária e policial de Scott Turrow.


Outra resenha de John Grisham:
1.Tempo de Matar

18 maio 2015

PEQUENAS GRANDES MENTIRAS ~ Liane Moriarty

Um livro divertido, com uma narrativa rica e uma trama bem construída. Moriarty consegue descrever as preocupações de mães e pais com filhos na pré escola, de forma dinâmica.

Os medos, os anseios, as alegrias e tristezas são expostas através de três mulheres. Madeline, mãe de Chloe, é uma mulher forte e decidida. Ela dá o tom divertido do livro. Celeste, mãe de gêmeos, amiga de Madeline, rica, bonita e generosa e Jane, mãe de Ziggy, fruto de uma noite de aventura que ela se arrepende de ter vivido, exceto pelo nascimento de Ziggy.

Pequenas Grandes Mentiras é uma história entrelaçada de ex-marido, segunda esposa, mães, filhos, brigas no pátio do colégio e bullying. As três protagonistas tem personalidades diferentes e a amizade entre elas é reveladora de muitos dramas que juntas vão lutando para vencer.

É um livro de amizade, de afeto, de descobertas. Foi indicação do mês de maio no Clube do Livro que participo e gerou uma boa discussão. Acredito que quem se aventurar a ler,  irá gostar.


16 maio 2015

De Joelhos ~ Florbela Espanca

Bendita seja a Mãe que te gerou. 
Bendito o leite que te fez crescer 
Bendito o berço aonde te embalou 
A tua ama, pra te adormecer! 

Bendita essa canção que acalentou 
Da tua vida o doce alvorecer ... 
Bendita seja a Lua, que inundou 
De luz, a Terra, só para te ver … 


Benditos sejam todos que te amarem, 
As que em volta de ti ajoelharem 
Numa grande paixão fervente e louca! 

E se mais que eu, um dia, te quiser 
Alguém, bendita seja essa Mulher, 
Bendito seja o beijo dessa boca!! 

15 maio 2015

PONTO DE IMPACTO ~ Dan Brown

Quando um novo satélite da NASA encontra um estranho objeto escondido nas profundezas do Ártico, a agência espacial aproveita o impacto da sua descoberta para contornar uma grave crise financeira e de credibilidade.

O peso dessa revelação acarreta sérias implicações para a política espacial norte-americana e, sobretudo, para a iminente eleição presidencial. Com o objetivo de verificar a autenticidade da descoberta, a Casa Branca envia a analista de inteligência Rachel Sexton para a desolada geleira Milne.

Acompanhada por uma equipe de especialistas, incluindo o carismático pesquisador Michael Tolland, Rachel se depara com indícios de uma fraude científica que ameaça abalar o planeta.

Antes que Rachel possa falar com o presidente dos Estados Unidos sobre suas suspeitas, ela e Michael são perseguidos por assassinos profissionais, bem ao estilo de Dan Bronw.

Em fuga para salvar suas vidas e descobrir a verdade, a única chance de sobrevivência para Rachel e Michael é desvendar quem está por trás dessa trama.

Outras resenhas de Dan Brown:



13 maio 2015

Mater-Amorosa ~ Diane Faria


Ó ruidosa realidade
Que me faz soluçar,
Vem, preciso ensinar-te a amar;
Sou Mater-Amorosa,
Sou mãe dos aflitos,
Trago a alma grandiosa
Lá dos infinitos,
Beija-me silenciosamente
Como o mar beija a areia,
Sou mensageira misteriosa,
Sou mãe de toda gente;
Canto mas não sou sereia,
Trago o manto da verdade para cubrir toda a humanidade.

The Virgin Of The Grapes 1640 ~ Pierre Mignard 

09 maio 2015

Mãe Desnecessária ~ Dalai Lama


A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Ouvi essa frase algumas vezes de um amigo psicanalista, e ela sempre me soou estranha.  Depois entendi que chega a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha imensa, para quem é mãe. (…) Todavia hoje essa verdade, é absolutamente clara para mim. 

Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso. Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto deles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. 

É permitir que eles estejam prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.  A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.  Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres.  Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar. Dê a quem você Ama : Asas para voar. Raízes para voltar. Motivos para ficar.

07 maio 2015

TEMPO DE MATAR ~ John Grisham

‘Tempo de Matar’ foi o primeiro livro escrito por John Grisham (rejeitado por inúmeras editoras antes de ser publicado). A história se passa em Clanton, Mississipi. 

Tonya, uma menina negra de 10 anos foi ao armazém a pedido de sua mãe Gwen Hayle. Na volta para casa, Tonya é raptada e violentamente estuprada e espancada por dois brancos racistas, sendo largada no meio da estrada à beira da morte.

Carl Lee Hayle, pai de Tonya, ao chegar em casa se depara com Tonya, deitada no sofá, coberta com toalhas e rodeada de parentes chorando. O rosto de Tonya estava transformado em uma massa disforme e sangrenta.

Os estupradores são identificados, presos, e levados ao tribunal para os procedimentos que dariam início ao julgamento. Apesar das provas irrefutáveis, e de um dos acusados ter admitido a participação na atrocidade, existia uma possibilidade de absolvição. 

Numa cidade tradicionalista, onde a segregação racial ainda se mostrava presente, até onde um júri seria capaz de condenar dois jovens brancos por estuprar e brutalizar uma criança negra?

No final da audiência que indicia Willard e Cobb, Carl Lee assassina os estupradores. A trama vai acompanhar o resultado desse evento. Um homem negro, que assassina dois homens brancos, acusados de estuprar e destruir a vida de sua filha. 

Na defesa, encontramos Jake Brigance que sabe das grandes chances que seu cliente tem de ser condenado a morte. Pela promotoria temos, Rufus Buckley, que planeja fazer desse caso o trampolim para um cargo político.

Durante o julgamento, de um lado temos os membros da Ku Klux Klan agindo abertamente, saindo em passeatas e confrontando os negros. De outro lado temos os representantes de outros estados do país que vão à Clanton apoiar Carl Lee e pedir sua absolvição.

“A defesa mandou o Júri imaginar que a menina tinha cabelos loiros e olhos azuis, que os dois estupradores eram negros e que eles amarraram o pé esquerdo dela numa cerca e o direito numa árvore. Que a violentaram repetidamente e xingaram porque ela era branca (...) E se fosse sua filha?”

“E você como jurado? Cederia às pressões da KKK assumindo que o estupro não justifica o assassinato de dois homens? Ou acreditaria que um homem assombrado pelo estupro de sua filha única de 10 anos, pode perder a sanidade?”

Pegadas na Areia ~ Mary Stevenson

Uma noite eu tive um sonho.  
 Sonhei que estava andando na praia com o Senhor 
.  E através do Céu, passavam cenas da minha vida. 
  Par...