10 junho 2015

O PALÁCIO DA MEIA-NOITE ~ Carlos Ruiz Zafón

A obra começa no ano de 1916, no coração de Calcutá. Em uma noite chuvosa, o tenente Peake, com dois bebês, vem sendo perseguido por três homens liderados por Jawahal. Sabendo que não tem muito tempo e apenas uma chance de salvá-los, ele entrega as crianças para a avó.

Aryami Bosé temia esse momento e sem tempo para decidir o que fazer para salvar as crianças, ela deixa o menino aos cuidados de Thomas Carter, diretor do orfanato São Patrício enquanto foge com a menina para outra cidade.
Os anos passam... Ben vai completar dezesseis anos e, com isso, precisará deixar para trás não só o orfanato, mas também seus melhores amigos. Juntos, os sete jovens formam a Chowbar Society, e se reúnem no Palácio da Meia-Noite para contar histórias, compartilhar sonhos e a promessa de sempre se ajudarem.
Cada um dos membros da Chowbar Society tinha a característica de viver a vida intensamente, nos dando a lembrança de que cada momento conta.
Ben era considerado por eles, o líder do grupo; Seth o leitor ávido, o grande apreciador de bibliotecas, estava sempre complementando as histórias de Ben, ou corrigindo-as. Siraj, o sonhador, o destemido; Roshan além de conseguir abrir qualquer porta, tinha bom senso de perigo e o desejo de ser um grande homem de negócios; Michael, o desenhista, o poeta; Ian o médico de coração e quem sabe um dia de fato; o mais tranquilo e próximo de Ben; Isobel, desejava ser artista, ganhar o mundo nos palcos do teatro.

O livro é repleto de aventura, ação, perigos e mistérios. Uma história emocionante e repleta de reviravoltas e descobertas inesperadas. Uma história de amizade, de loucura, de perseguição e superação.
O livro faz parte da Trilogia da Neblina, mas pode ser lido separadamente. Os personagens não se repetem nos livros, apenas a temática.
Outros livros resenhados de Zafón:
Trilogia ‘O Cemitério dos Livros Esquecidos’
Trilogia da 'Neblina' 
E ainda outro bom livro de Zafón é: Marina

08 junho 2015

O CASTELO NOS PIRINEUS ~ Jostein Gaarder

Solrun e Stein se conheceram na juventude e viveram cinco anos de um grande amor, até que foram tragicamente separados por um grave acidente. 

… A morte da 'mulher amora', como eles a nomearam,  por ela estar usando um cachecol com desenhos de amoras, definiu o rumo deles.

Muito tempo se passou, e trinta anos depois, por acaso, no mesmo cenário onde a separação aconteceu, eles se reencontram. Agora já casados e com filhos, combinam de se comunicar via e-mail.

Através dos e-mails, vamos conhecendo mais a história de Solrun e Stein. Sem pressa, eles discutem vida, morte, fé, ciência...
Solrun é uma professora de História da Religião e após a experiência em seu passado, encontrou a fé. Já Stein, é um climatologista, e está mais preocupado com questões ecológicas e de ordem prática. Para a experiência do passado, ele continua buscando uma explicação lógica e racional, enquanto Solrun explica pela fé.
Na maturidade, Solrun e Stein olham a vida pelas lentes do racionalismo e da espiritualidade. No diálogo não há ganhadores, ou perdedores, mas duas pessoas que se respeitam e que querem fazer desse mundo um lugar melhor. Cada um com suas crenças.
O título do livro O Castelo nos Pirineus é uma referência ao quadro do artista René Magritte, Le Chatêau des Pyrénées, que tem um grande rochedo pairando no ar, com um castelo em seu topo. É uma boa leitura, algumas vezes intensa e outras vezes lenta nos acontecimentos… mas vale a leitura.
Outros livros que eu resenhei do Gardeer: 

06 junho 2015

Sonhos ~ Isabelly Ferreira

As notícias do lado de cá são tristes, mas da tristeza nascem os poemas, as poesias, as narrativas… então com a alma de poeta escrevo essa descrição da alma para compartilhar meu pensamento… compartilhar com quem? você deve estar se perguntando, a que eu respondo: “tem sempre algum ser disposto a participar da experiência do outro, garanto a você, seja por empatia ou por descaso”.
 

Nada aconteceu como desejado. tudo aconteceu na velocidade de um cometa que passou, deixou um rastro de luz, logo seguido de escuridão, com a esperança de que a luz que foi vista volte a brilhar. Fiquei com a alma dilatada para o novo e agora aguardo ansiosa que esse vazio seja preenchido.
 

O acontecimento? mudar de lugar… só as pessoas acomodadas a suas rotinas não gostam de mudanças… eu ao contrário amo e anseio por diferentes “mundos”. Faz parte da minha mente e do meu coração. Esse coração se acostumou com essa ideia e se recusa a ser encarcerado na rotina que agora parece me aprisionar.
 

Não pude mudar ainda, mas vou fazer novas tentativas, afinal quem não tenta corre o risco de nunca conseguir. Vou recomeçar, ainda que lentamente, abalada pelo sonho desfeito, e com saudade das lembranças que quase vivi. 
Preciso encontrar os pedaços do quebra cabeça que já tinha concluído na minha ânsia de realizar a imagem que vi das peças conectadas.
 
Agora estou triste, mas essa tristeza faz parte de uma vida de sonhos realizados ou não. Só sente tristeza quem sente a alegria da busca.
 
Minha mente com pensamentos sombrios vai de um a mil em fração de segundos, mas depois da exaustão dessas ideias que se passam agora, tenho certeza a de que me acalmarei.
 

Preciso dizer que nesse processo conheci pessoas extraordinárias e porque não dizer pessoas ordinárias… mas porque me ocupar do ordinário, se tenho o extraordinário… algumas pessoas entram nas nossas vidas como mentoras, amigas, irmãs… e fica fácil entender a beleza da amizade quando pensamos nesses seres, a quem deixo explicito o meu obrigada em uma velada descrição.
 

Deixo aqui a voz de Clarice Lispector, nos falando sobre SAUDADES.
.. 


Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

 Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,

 quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,

 eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,

 de pessoas com quem não mais falei ou cruzei…


 
Sinto saudades da minha infância,

 do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,

 do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser…


 

Sinto saudades do presente,

 que não aproveitei de todo,

 lembrando do passado

 e apostando no futuro…


 
Sinto saudades do futuro,

 que se idealizado,

 provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!

 De quem disse que viria

 e nem apareceu; 

de quem apareceu correndo,

 sem me conhecer direito,

 de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.


 

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!


 Daqueles que não tiveram
 como me dizer adeus;

 de gente que passou na calçada contrária da minha vida

 e que só enxerguei de vislumbre!


 
Sinto saudades de coisas que tive

 e de outras que não tive 
mas quis muito ter!


 
Sinto saudades de coisas
 que nem sei se existiram.


 
Sinto saudades de coisas sérias,

 de coisas hilariantes,
 de casos,
 de experiências…


 

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia 

e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!


 Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!


 Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,


 Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,

 sem curtir na totalidade.


Quantas vezes tenho vontade de encontrar 
não sei o que…
não sei onde…
para resgatar alguma coisa que
 nem sei o que é e nem onde perdi…


 
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades

.
Em japonês, em russo,
 em italiano, em inglês…

mas que minha saudade,
 por eu ter nascido no Brasil,

 só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.


 Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,

 espontaneamente quando
 estamos desesperados…

para contar dinheiro… fazer amor…
declarar sentimentos fortes…

seja lá em que lugar do mundo estejamos.


 

Eu acredito que um simples
 'I miss you' ou seja lá
 como possamos traduzir saudade em outra língua,

 nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.


 Talvez não exprima corretamente 
a imensa falta
 que sentimos
 de coisas
 ou pessoas queridas.

 E é por isso que eu tenho mais saudades…
Porque encontrei uma palavra 
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
 meio nostálgico, meio gostoso,

 mas que funciona melhor
do que um sinal vital 
quando se quer falar de vida
 e de sentimentos. 
Ela é a prova inequívoca
 de que somos sensíveis!
 De que amamos muito
 o que tivemos 
e lamentamos as coisas boas 
que perdemos ao longo da nossa existência…

05 junho 2015

A TODA PROVA ~ Harlan Coben [Série Mickey Bolitar]

Essa série é bem interessante e embora Coben tenha escrito para o público jovem, o público adulto aprovou. O primeiro livro Refúgio, conta a história de Mickey Bolitar, com sua família e amigos (quem leu outros livros de Coben, sabe que Mickey é sobrinho de Myron). 

O segundo livro Uma Questão de Segundos continua a narrativa das aventuras de Mickey e seus amigos na tentativa de resgatar crianças e adolescentes em dificuldades com a sociedade. Uma história super interessante e envolvente.

O terceiro livro A Toda Prova, vamos continuar a saga, da busca de respostas para os mistérios que se apresentam. Algumas já resolvidas outras ampliadas com a trama. Começamos a leitura em um momento intenso, onde Mickey convence seu tio Myron a exumar o corpo de Brad, seu pai, morto em um acidente de carro. Mickey desde o inicio do primeiro livro desconfia da causa da morte de seu pai.

Enquanto isso, Colherada continua no hospital se recuperando de um tiro (espero que ele se recupere para a próxima aventura); Rachel faz as pazes com Mickey e Ema vive bons momentos com seu namorado.

Mais uma vez, eles vão em busca de respostas. O namorado de Ema desaparece misteriosamente; Troy Taylor está sendo acusado de uso de esteroides e por isso está fora do time de basquete e  Brad Bolitar está morto ou vivo?

Mais uma vez a história é boa e o desfecho melhor ainda, sem nenhuma dúvida Coben sabe muito da arte do entretenimento.


02 junho 2015

Três Projetos de 'Arte'

Final de semana é também dia de ‘fazer arte’, afinal segundo Piaget ‘A infância é o tempo de maior criatividade na vida de um ser humano’. Assim coletamos todos os nossos crayons (giz de cera) quebrados e os derretemos em ‘arte’. Mostrei alguns modelos do computador e pedi ao David para escolher 3 projetos.
O projeto 1, David chamou de ‘A Chuva’, ele começou derretendo o giz de cera na vela e colocando os pontos derretidos no papel. [Como o processo é demorado não deixe sua criança sem supervisão para que nada imprevisto aconteça.]
Na conclusão da ‘chuva’ eu derreti o giz de cera no microondas (1 min), deixei esfriar um pouco e David complementou o desenho. Para dar o toque final coloquei uma silhueta de um menino com um guarda chuva. 
O projeto 2, David chamou de ‘Coração’. Ele fez para dar de presente a vó dele. Para concluir o projeto eu cortei o desenho em forma de coração.
O Projeto 3, David chamou de ‘Tempestade’ (não sei porque, mas decidi não perguntar), e esse projeto foi basicamente espalhar a cera no papel, ideia do David. (é sempre bom avisar que a cera está quente, e só dê a cera quando perceber que a criança está atenta)


Todos esses projetos são simples e divertidos de fazer e além de trabalhar a coordenação motora, auxilia o desenvolvimento do senso artístico.
Desejo a todos uma vida de bons momentos, construindo boas memórias sempre que for possível!

Pegadas na Areia ~ Mary Stevenson

Uma noite eu tive um sonho.  
 Sonhei que estava andando na praia com o Senhor 
.  E através do Céu, passavam cenas da minha vida. 
  Par...