17 agosto 2017

Kafka e a Boneca Viajante ~ Jordi Sierra i Fabra


'As noções do simbólico e real, são caminhos que percorremos até chegar a aceitação das frustrações ou perdas, ou como disse a boneca Brígida “Você deve saber que viver é seguir sempre em frente, aproveitar cada momento, cada oportunidade e necessidade [...]”


Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular. Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca. Kafka ofereceu ajuda para encontrar a boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar. Não tendo encontrado a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha. A carta dizia : "Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo." Durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina outras cartas que narravam as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo: Londres, Paris, Madagascar…
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro Kafka e a Boneca Viajante, escrito por Jordi Sierra i Fabra. No fim de muitos encontros, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca. Ela era obviamente diferente da boneca original. Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”. Anos depois, a garota encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida na querida boneca substituta. O bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

Sobre o autor: Jordi Sierra I Fabra é um premiado escritor com mais de 300 obras publicadas. Criou a Fundação Jordi Sierra i Fabra, em Barcelona, e a Fundação Taller de Letras Jordi Sierra i Fabra para a América Latina, na Colômbia, que desenvolvem trabalho com crianças e jovens para estímulo à leitura e à criação literária.

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