10 maio 2018

São Francisco de Assis ~ G. K. Chesterton

“Posso dizer (o que significa muito pouco) que São Francisco estava à frente do seu tempo. Haveria muito a dizer sobre o homem que tentou acabar com as Cruzadas, falando com os sarracenos, ou que intercedeu pelos pássaros junto do Imperador. 

Posso tentar fazê-lo, como outros fizeram, quase sem levantar qualquer questão religiosa. Posso tentar contar a história de um santo sem Deus, o que é como dizer escrever a vida de Fridtjof Nansen (explorador norueguês que chegou primeiro à Gronelândia) e estar proibido de mencionar o Pólo Norte, mas não o farei.

Os primeiros biógrafos de Francisco, naturalmente animados com a grande revolução religiosa operada por ele, olharam com naturalidade os seus primeiros anos com os sinais de um terremoto espiritual. Mas, escrevendo mais distanciado no tempo, não diminuiremos o efeito dramático, senão o aumentaremos, se considerarmos que na época não se notava no jovem nada de particularmente místico.

Ele nascera bom; foi capaz da bravura normal infantil; contudo, demarcara a linha da bondade e bravura muito próximo de onde a maioria dos meninos a teria demarcado; por exemplo, ele sentia o horror humano da lepra. Tinha amor ao aparato vistoso e brilhante, inerente ao sabor heráldico dos tempos medievais, e parece ter sido uma figura festiva.

Se não pintou de vermelho a cidade, teria provavelmente desejado pintá-la de todas as cores do arco-íris, como num quadro medieval. Existem, porém, na história do jovem trajado vistosamente que corria ao encalço do mendigo maltrapilho, certas notas de sua individualidade natural que se devem levar em conta desde o começo até o fim. Essa é a história de Francisco....

G. K. Chesterton



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